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Deputado propõe abono complementar para aumentar salários de servidores de SP

Deputado Emídio de Souza propõe projeto para incluir abono complementar na remuneração fixa dos servidores estaduais de São Paulo

Governador Tarcísio de Freitas e seus secretários durante reunião no Palácio dos Bandeirantes (Foto: Reprodução)
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  • O deputado estadual Emídio de Souza (PT) apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para incorporar o abono complementar à remuneração fixa dos servidores estaduais.
  • A proposta busca corrigir distorções na política salarial e garantir que nenhum servidor receba menos que o salário-mínimo paulista, fixado em R$ 1.804 para uma jornada de 40 horas semanais.
  • O projeto abrange servidores do Executivo, da Procuradoria-Geral do Estado, da Controladoria Geral do Estado e das autarquias estaduais.
  • Emídio critica a atual política de abono, que considera transitória e não incorporável, por não assegurar um piso real e dificultar o cálculo de vantagens permanentes.
  • O governo de São Paulo afirma que nenhum servidor do Executivo estadual recebe remuneração inferior ao piso salarial paulista. A proposta aguarda análise e votação na Alesp.

O deputado estadual Emídio de Souza (PT) apresentou um projeto de lei na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com o objetivo de incorporar o abono complementar à remuneração fixa dos servidores estaduais. A proposta visa corrigir distorções na política salarial, garantindo que nenhum servidor receba menos que o salário-mínimo paulista, atualmente fixado em R$ 1.804 para uma jornada de 40 horas semanais.

O projeto abrange não apenas os servidores do Executivo, mas também funcionários da Procuradoria-Geral do Estado, da Controladoria Geral do Estado e das autarquias estaduais. Emídio argumenta que a atual política de abono, considerada transitória e não incorporável, não assegura um piso real, dificultando o cálculo de vantagens permanentes, como adicionais e aposentadorias.

Na justificativa, o deputado critica a lógica do abono complementar, que, segundo ele, perpetua desigualdades e fragiliza o vínculo previdenciário. Ele descreve a situação como uma “estratégia contábil e hipócrita”, afirmando que o estado proclama o cumprimento do salário-mínimo, mas não respeita o piso legal que instituiu.

O governo de São Paulo, por sua vez, reafirma que nenhum servidor do Executivo estadual recebe remuneração inferior ao piso salarial paulista. A proposta de Emídio de Souza agora aguarda análise e votação na Alesp, podendo impactar significativamente a remuneração dos servidores estaduais.

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