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Elda Mosquera discute sua verdade em contraste com a versão das FARC

Elda Mosquera, ex-líder das FARC, publica biografia e revela arrependimento por atos violentos e recrutamento forçado de jovens

Elda Mosquera em Envigado, no dia 4 de setembro (Foto: Reprodução)
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  • Elda Mosquera, conhecida como Karina, lançou sua biografia intitulada Volver a ser Elda.
  • No livro, ela revela sua trajetória como ex-líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e expressa arrependimento por seus atos, incluindo o recrutamento forçado de jovens.
  • Mosquera discute sua falta de empatia durante a guerra e critica a falta de reconhecimento dos crimes de violência sexual na FARC.
  • Ela também compartilha experiências pessoais de abuso na infância e destaca sua transformação espiritual após anos na prisão.
  • Atualmente, busca a reconciliação com antigos inimigos, enfrentando resistência de ex-companheiros de luta.

Elda Mosquera, conhecida como Karina, ex-líder das FARC, lançou sua biografia intitulada Volver a ser Elda, onde revela sua trajetória na guerrilha e expressa arrependimento por seus atos. Mosquera, que desertou em 2008 após 28 anos na organização, discute sua falta de empatia durante a guerra e os impactos de suas ações, como o recrutamento forçado de jovens.

Em entrevista, ela afirmou que sua imagem pública é cercada de mitos, como a ideia de que jogava futebol com cabeças de vítimas. “Isso não é verdade”, defendeu, ressaltando que, embora tenha sido cruel, sua história é mais complexa. Mosquera admitiu que seus anos na prisão a transformaram e que agora busca a verdade, que difere da narrativa apresentada por outros ex-comandantes das FARC.

A biografia também aborda experiências pessoais de abuso que Mosquera sofreu na infância, revelando um lado mais humano e vulnerável. “Quando entrei na guerrilha, não sabia o que era ter compaixão”, disse, refletindo sobre como a ideologia militar a moldou. Ela se arrepende especialmente de ter recrutado jovens, reconhecendo a dor que causou a muitas famílias.

Mosquera critica a falta de reconhecimento de crimes de violência sexual dentro da FARC e defende que todos, incluindo militares, devem ser responsabilizados. “A justiça deve ser completa e ouvir todas as vozes”, afirmou, destacando a importância de incluir relatos de mandos médios e soldados na narrativa histórica.

Atualmente, ela busca a reconciliação com aqueles que foram seus inimigos, mas enfrenta resistência de antigos companheiros de luta. “É mais fácil reconciliar-se com os inimigos do que com os amigos”, concluiu, enfatizando a necessidade de um diálogo aberto sobre os erros do passado.

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