- A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou manifestantes bolsonaristas que usaram bandeiras dos Estados Unidos em atos pela anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Hoffmann afirmou que a diferença entre os bolsonaristas e seus apoiadores é que eles “batem continência para a bandeira brasileira”.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile de 7 de Setembro, destacando o slogan “Brasil Soberano” e a soberania nacional.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu a anistia a Bolsonaro, gerando críticas do deputado Lindbergh Farias, que considerou a fala um ataque ao Supremo Tribunal Federal (STF).
- Tarcísio questionou a validade das provas contra Bolsonaro e criticou o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que não há justificativa para a condenação do ex-presidente.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou manifestantes bolsonaristas que exibiram bandeiras dos Estados Unidos durante atos em defesa da anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em suas redes sociais, Hoffmann destacou: “Essa é a nossa diferença com os bolsonaristas: batemos continência para a bandeira brasileira.” As declarações ocorreram no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile de 7 de Setembro, enfatizando a soberania nacional.
O desfile deste ano, decorado com o slogan “Brasil Soberano”, buscou reforçar a imagem de independência do governo frente a pressões externas, especialmente do governo dos EUA. Enquanto Lula exaltava a soberania, a oposição bolsonarista mobilizou cerca de 42,2 mil pessoas na Avenida Paulista e 42 mil em Copacabana, pressionando pela aprovação de um projeto de lei de anistia que pode beneficiar Bolsonaro e outros investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Polêmica sobre Anistia
O deputado Lindbergh Farias (PT) criticou a postura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que defendeu a anistia a Bolsonaro durante os atos. Farias afirmou que o discurso de Tarcísio representou “um ataque frontal ao Supremo Tribunal Federal (STF)” e uma tentativa de pressionar o tribunal no julgamento de Bolsonaro. O governador, por sua vez, questionou a validade das provas contra o ex-presidente e chamou de “mentirosa” a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Durante sua fala, Tarcísio criticou o que chamou de “tirania” do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e afirmou que “não existe documento, não existe ordem” que justifique a condenação de Bolsonaro. Ele defendeu que a anistia deve ser ampla, levantando preocupações sobre a legitimidade das investigações em curso.
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