- A manifestação de 7 de setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 42,2 mil pessoas em apoio a Jair Bolsonaro, que enfrenta julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
- A estimativa de público foi feita pelo projeto “Monitor do debate político”, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), com margem de erro de 12%.
- Os discursos pediram anistia ampla para os réus e criticaram o STF, com ênfase no ministro Alexandre de Moraes.
- O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu que Bolsonaro, atualmente inelegível, possa se candidatar em 2026.
- O evento foi o quarto maior entre os protestos bolsonaristas desde 2022, refletindo a crescente tensão política no Brasil.
A manifestação de 7 de setembro na Avenida Paulista, em São Paulo, atraiu 42,2 mil pessoas em apoio a Jair Bolsonaro, que enfrenta um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. A estimativa foi realizada pelo projeto “Monitor do debate político”, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), com margem de erro de 12%. O ato superou a presença de protestos anteriores, incluindo uma manifestação da esquerda que reuniu apenas 8,8 mil pessoas na Praça da República.
Os discursos durante o evento pediram anistia ampla para os réus envolvidos na tentativa de golpe e criticaram o STF, especialmente o ministro Alexandre de Moraes. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) destacou a “tirania” de Moraes e defendeu que Bolsonaro, atualmente inelegível, possa se candidatar em 2026. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, emocionada, afirmou que os direitos de sua família têm sido violados.
Contexto das Manifestações
O protesto deste ano foi o quarto maior entre os oito realizados na Paulista desde que Bolsonaro começou a questionar a confiabilidade das urnas em 2022. O maior ato até agora ocorreu em fevereiro de 2024, com cerca de 185 mil participantes, enquanto o menor foi em junho, com apenas 12,4 mil manifestantes. O evento de 7 de setembro, portanto, representa um aumento de 12% em relação ao último protesto bolsonarista.
O pastor Silas Malafaia, que convocou a manifestação, criticou a busca por um candidato alternativo para as eleições de 2026 que não seja Bolsonaro. A mobilização reflete a crescente tensão política no Brasil, à medida que o ex-presidente enfrenta sérias acusações e seus apoiadores se mobilizam em sua defesa.
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