- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) em discurso na Avenida Paulista no último domingo (7).
- Ele manifestou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado por sua suposta participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
- Tarcísio pediu ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que coloque em pauta um projeto de anistia para Bolsonaro e outros condenados.
- O governador chamou o ministro Alexandre de Moraes de “tirano” e afirmou que não há provas concretas contra Bolsonaro.
- Ele comparou a situação atual à Lei da Anistia de 1979 e defendeu que a anistia é essencial para a candidatura de Bolsonaro em 2026.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) durante um discurso na Avenida Paulista, no último domingo (7). Ele se manifestou em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta julgamento por sua suposta participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Tarcísio pediu que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, coloque em pauta um projeto de anistia para Bolsonaro e outros condenados.
Em sua fala, Tarcísio chamou o ministro Alexandre de Moraes de “tirano” e afirmou que não há provas concretas ligando Bolsonaro aos eventos de janeiro. “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes,” declarou, enquanto a multidão apoiava com gritos de “fora, Moraes”. O governador enfatizou que a anistia é uma questão de justiça para aqueles que considera “presos políticos”.
Apelo à Anistia
Tarcísio fez um apelo direto a Hugo Motta, afirmando que a anistia deve ser discutida pelo plenário da Câmara. Ele argumentou que mais de 350 parlamentares apoiam a proposta e que a votação pode ocorrer após uma possível condenação de Bolsonaro. “Só existe um candidato para nós, que é Jair Messias Bolsonaro,” afirmou, defendendo que a anistia é essencial para que o ex-presidente possa concorrer nas próximas eleições.
O governador comparou a situação atual com a Lei da Anistia de 1979, que beneficiou militantes da ditadura. “Aqueles que hoje gritam ‘sem anistia’ foram justamente os que foram beneficiados no passado,” disse Tarcísio, ressaltando a necessidade de uma anistia ampla e irrestrita.
Críticas ao STF
Durante o ato, que contou com a presença de diversas lideranças da direita, Tarcísio criticou a atuação do STF e a fragilidade das provas contra Bolsonaro. Ele questionou a validade das acusações, afirmando que a delação de Mauro Cid foi feita sob coação. O governador concluiu seu discurso reafirmando a luta contra a arbitrariedade no sistema judiciário e a necessidade de restabelecer a ordem no país.
O julgamento de Bolsonaro e outros réus pela trama golpista está em andamento na Primeira Turma do STF, com as alegações finais das defesas e da Procuradoria-Geral da República (PGR) já apresentadas. A análise do caso será retomada na próxima terça-feira (9).
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