- A michelada chilena está ganhando espaço na orla de Copacabana, desafiando a tradicional caipirinha.
- O número de turistas chilenos aumentou em trinta vírgula noventa e sete por cento entre janeiro e agosto de 2024.
- A bebida, feita com cerveja, limão e merkén, se tornou popular entre os visitantes.
- O aumento de ambulantes vendendo micheladas, com preços entre R$ 20,00 e R$ 30,00, gera preocupações sobre concorrência desleal com quiosques formais.
- A Secretaria de Ordem Pública e a Guarda Municipal realizam fiscalizações, mas a informalidade persiste.
Na orla de Copacabana, a tradicional caipirinha enfrenta um novo concorrente: a michelada chilena. O aumento de turistas chilenos, que cresceu 30,97% entre janeiro e agosto de 2024, trouxe à praia uma nova dinâmica de consumo. A michelada, feita com cerveja, limão e merkén, uma pimenta típica do Chile, está se tornando a bebida favorita entre os visitantes.
A mudança no cenário começou há cerca de quatro meses, impulsionada por ações da Embratur que aumentaram os voos do Chile para o Brasil em 260% desde 2022. Em 2024, o estado recebeu 299.467 chilenos, um aumento de 39,02% em relação ao ano anterior. Essa nova onda de turistas também trouxe um aumento no número de ambulantes vendendo bebidas típicas chilenas, o que gerou preocupações sobre a informalidade e a concorrência desleal com os quiosques estabelecidos.
Concorrência Desleal
Os ambulantes, muitos deles chilenos, vendem micheladas por preços que variam de R$ 20 a R$ 30. Além disso, oferecem outras bebidas como pisco e piña colada. A informalidade se intensifica após as 22h, quando os quiosques são obrigados a desligar suas músicas. Vendedores ambulantes, equipados com caixas de som, ocupam as ruas próximas, atraindo turistas que buscam as novas opções.
Mário Norberto, proprietário de um quiosque no Posto 4, expressa sua insatisfação: “Pagamos impostos e enfrentamos fiscalização, enquanto esses ambulantes vendem livremente.” A situação gerou indignação entre moradores, como Marieta Dornellas, que pede mais atenção da prefeitura para a ordem pública.
O Turista-Empreendedor
O fenômeno também revela o surgimento do “turista-empreendedor”, que vê na venda de bebidas uma forma de complementar a renda durante a viagem. Martín Sepúlveda, um chileno de 25 anos, vende micheladas e pisco sour para custear sua estadia. Brasileiros, como Francisco Josimar Freire, também se adaptaram à nova demanda, aprendendo a preparar as bebidas chilenas.
A Secretaria de Ordem Pública e a Guarda Municipal afirmam que estão realizando fiscalizações para controlar a situação. No entanto, a presença crescente de ambulantes continua a desafiar a regulamentação e a ordem na famosa praia carioca.
Entre na conversa da comunidade