- Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência, prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS em 8 de setembro de 2025.
- Ele é investigado por fraudes que podem ter desviado R$ 6,3 bilhões em benefícios previdenciários.
- Lupi negou envolvimento nas irregularidades e afirmou não ter conhecimento da gravidade das fraudes.
- O ex-ministro criticou a falta de ações do INSS e defendeu seu ex-apadrinhado, Alessandro Stefanutto.
- A CPMI busca esclarecer responsabilidades sobre descontos indevidos em aposentadorias e continua a investigar as fraudes.
O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta segunda-feira, 8. Lupi, que ocupou o cargo entre janeiro e maio de 2023, é investigado por supostas fraudes que podem ter desviado R$ 6,3 bilhões em benefícios previdenciários.
Durante a oitiva, Lupi negou qualquer envolvimento em irregularidades e afirmou que não foi informado sobre a gravidade das fraudes. Ele defendeu seu ex-apadrinhado, Alessandro Stefanutto, e criticou a falta de ações do INSS para combater os desvios. O ex-ministro declarou: “Desvios, eu nunca fiz na minha vida. Não acobertei nada ou fui conivente.”
A CPMI, que já ouviu técnicos e autoridades ligadas à Previdência, busca esclarecer as responsabilidades sobre os descontos indevidos em aposentadorias. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), destacou que o depoimento de Lupi é crucial para entender as medidas adotadas durante sua gestão.
Lupi também mencionou que o INSS é uma autarquia independente e que não autorizou adesões em bloco a descontos. Ele criticou a lentidão nas respostas do governo, mas insistiu que não teve conhecimento da extensão das fraudes até as investigações da Polícia Federal. “Infelizmente, não temos o poder da adivinhação,” afirmou.
A sessão foi marcada por momentos de tensão entre os parlamentares, especialmente quando Lupi se negou a responder perguntas sobre nomeações na pasta. A CPI continua a investigar as fraudes, que afetam muitos aposentados e pensionistas, e a pressão sobre o governo aumenta à medida que novas informações surgem.
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