- O ex-chefe de segurança do WhatsApp, Attaullah Baig, processou a Meta em 8 de setembro, alegando que a empresa ignorou falhas de segurança que afetam a privacidade de bilhões de usuários.
- O processo foi apresentado em um tribunal da Califórnia e menciona que cerca de 1.500 engenheiros tinham acesso irrestrito a dados sensíveis.
- Baig afirma que, após alertar a liderança da Meta, incluindo o CEO Mark Zuckerberg, enfrentou retaliação e foi demitido em fevereiro.
- Ele notificou a Securities and Exchange Commission (SEC) sobre a falta de um centro de operações de segurança e a ausência de monitoramento do acesso aos dados dos usuários.
- A Meta contestou as alegações, afirmando que a demissão de Baig foi devido a baixo desempenho e que suas afirmações distorcem a realidade do trabalho da equipe.
O ex-chefe de segurança do WhatsApp, Attaullah Baig, processou a Meta nesta segunda-feira (8), alegando que a empresa ignorou falhas de segurança que comprometem a privacidade de bilhões de usuários. O processo, apresentado em um tribunal da Califórnia, destaca que cerca de 1.500 engenheiros tinham acesso irrestrito a dados sensíveis, como informações pessoais e localização.
Baig afirma que, após alertar a liderança da Meta, incluindo o CEO Mark Zuckerberg, sobre os riscos à segurança, enfrentou retaliação e foi demitido em fevereiro. Ele é representado pela organização de informantes Psst.org e pelo escritório de advocacia Schonbrun, Seplow, Harris, Hoffman e Zeldes. O ex-funcionário alega que a conduta da Meta violou um acordo de privacidade com a Federal Trade Commission (FTC).
Acusações de Retaliação
O ex-chefe de segurança notificou a Securities and Exchange Commission (SEC) sobre suas preocupações, afirmando que a Meta não mantinha um centro de operações de segurança adequado e não monitorava o acesso aos dados dos usuários. Baig documentou que, após suas denúncias, começou a receber avaliações de desempenho negativas, culminando em sua demissão.
O processo menciona que Baig registrou uma reclamação na Occupational Safety and Health Administration (OSHA), relatando a retaliação que sofreu após suas denúncias. Ele também enviou uma carta a Zuckerberg, informando sobre a reclamação feita à SEC e solicitando ações imediatas para corrigir as falhas de conformidade.
Contexto e Implicações
A Meta, por sua vez, contestou as alegações de Baig, afirmando que sua demissão se deu por baixo desempenho e que suas afirmações distorcem a realidade do trabalho da equipe. O caso surge em um momento em que a Meta já enfrentou críticas por questões de privacidade, incluindo um acordo de US$ 5 bilhões relacionado ao escândalo Cambridge Analytica.
Baig, que ingressou no WhatsApp em janeiro de 2021, destaca que sua intenção é responsabilizar a Meta e priorizar os interesses dos usuários. O processo não afirma que dados de usuários foram comprometidos, mas ressalta que as falhas de segurança representam riscos regulatórios significativos.
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