- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se opôs ao pedido de liberdade do general Mario Fernandes, réu em um caso de suposta trama golpista.
- A defesa de Fernandes busca tratamento semelhante ao concedido a Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
- Gonet argumentou que Fernandes não apresentou novos argumentos para justificar sua saída da prisão.
- O general é acusado de elaborar um plano que previa o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.
- A decisão sobre o pedido de liberdade será tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra o pedido de liberdade do general do Exército Mario Fernandes, réu em um caso de suposta trama golpista. A defesa do general busca tratamento semelhante ao concedido a Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. A decisão sobre o pedido cabe ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Gonet argumentou que Fernandes não apresentou novos argumentos que justificassem sua saída da prisão. Ele destacou que a tutela preventiva criminal deve considerar as peculiaridades de cada caso, sem a necessidade de um tratamento idêntico para todos os réus. O procurador afirmou que o simples apontamento de diferenças nas medidas cautelares não é suficiente para alterar a decisão atual.
Mario Fernandes, que atuou como chefe substituto da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro, é acusado de elaborar um plano denominado “Punhal Verde Amarelo”. Este plano, segundo a denúncia da PGR, previa o assassinato do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes. Em depoimento ao STF, o general admitiu ter escrito o plano, mas negou que tenha levado a ideia adiante, alegando que se tratava apenas de uma anotação pessoal.
A defesa de Fernandes argumenta que a coincidência de sua anotação ter sido impressa no Palácio do Planalto, enquanto ele e outros réus estavam presentes, não implica em sua culpabilidade. O caso continua a gerar repercussão, com a expectativa de que a decisão do STF seja divulgada em breve.
Entre na conversa da comunidade