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Governo busca afastar líder da oposição da CPMI do INSS para enfraquecer investigações

Deputado pede a saída de senador da CPMI do INSS, mas presidente da comissão rejeita solicitação e disputa política se intensifica

Foto: Reprodução
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  • O governo Lula enfrenta desafios na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
  • O deputado Paulo Pimenta solicitou a retirada do senador Rogério Marinho, alegando suspeição por sua atuação como ex-secretário da Previdência no governo Bolsonaro.
  • Pimenta argumentou que Marinho poderia comprometer as investigações ao ter acesso a documentos sigilosos.
  • Marinho rebateu, citando o cargo de Pimenta no governo Lula como motivo para sua própria suspeição.
  • O presidente da CPMI, Carlos Viana, negou o pedido de Pimenta, afirmando que as regras da comissão são diferentes das do Código Penal.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um novo desafio na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Na última segunda-feira (8), o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) solicitou a retirada do senador Rogério Marinho (PL-RN) da comissão, alegando suspeição devido ao seu papel como ex-secretário da Previdência no governo Jair Bolsonaro (PL). Pimenta argumentou que Marinho poderia comprometer as investigações por ser “parte interessada”.

O deputado citou o Código de Processo Penal e o Código de Processo Civil para justificar seu pedido, afirmando que Marinho, como membro da CPMI, teria acesso a documentos sigilosos relacionados a possíveis irregularidades durante sua gestão. “É inequívoco que ele é parte diretamente interessada no objeto da investigação”, afirmou Pimenta.

Marinho, por sua vez, rebateu a acusação, lembrando que Pimenta também ocupou um cargo ministerial no governo Lula, o que, segundo ele, o tornaria igualmente suspeito. “Se formos entrar nesse pormenor, ele é beneficiário”, disse Marinho, defendendo sua permanência na CPMI.

O senador Carlos Viana (PL-MG), presidente da CPMI, negou o pedido de Pimenta, ressaltando que a analogia com o Código Penal não se aplica à comissão, que tem regras próprias para investigação. Em resposta, Pimenta anunciou que recorrerá da decisão à Mesa Diretora do Senado, intensificando a disputa política em torno das investigações sobre o INSS.

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