- Alessandra Moja, líder comunitária da Favela do Moinho, foi presa em operação policial no dia 8 de outubro de 2024.
- A ação, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu dez mandados de prisão e 21 de busca e apreensão.
- Moja é acusada de liderar o tráfico de drogas na favela, recebendo ordens de seu irmão, Leonardo Moja, que está preso.
- A operação também resultou na prisão de outros seis suspeitos, incluindo José Carlos da Silva e Jorge de Santana.
- As autoridades buscam desmantelar a organização criminosa e reurbanizar a área, transformando-a em um parque público.
Alessandra Moja, líder comunitária e irmã de um traficante preso, foi detida em uma operação policial na Favela do Moinho, em São Paulo, na manhã de 8 de outubro de 2024. A ação, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu 10 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão, visando desmantelar uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com o Ministério Público, Alessandra Moja, que se apresentava como presidente da Associação de Moradores, é acusada de liderar o tráfico de drogas na favela. Ela teria recebido ordens de seu irmão, Leonardo Moja, conhecido como Léo do Moinho, que está preso. A operação também resultou na prisão de outros seis suspeitos, incluindo José Carlos da Silva, apontado como sucessor de Léo, e Jorge de Santana, que armazenava drogas em seu estabelecimento.
Contexto da Operação
A Favela do Moinho é considerada um bunker do PCC, onde drogas eram armazenadas e distribuídas para diversas áreas de São Paulo, incluindo a Cracolândia. O MP destaca que a comunidade se tornou um ecossistema de ilícitos, com o tráfico sendo apenas uma das atividades criminosas. A operação é um desdobramento de ações anteriores, como a Operação Salus et Dignitas, que visava combater o tráfico na Cracolândia.
Além das prisões, a operação busca garantir a reurbanização da área, que será transformada em um parque público. As autoridades pretendem realocar e indenizar as famílias que vivem na favela, que enfrenta conflitos com as forças de segurança desde o anúncio de intervenções urbanas pelo governo de Tarcísio de Freitas.
Implicações para a Comunidade
Alessandra Moja é acusada de manipular manifestações públicas e intimidar moradores, dificultando a aceitação de indenizações por suas moradias. O promotor Lincoln Gakiya afirmou que a prisão de líderes do tráfico é essencial para restaurar a segurança na região. A operação reflete a determinação das autoridades em enfrentar o crime organizado e suas ramificações, buscando um futuro mais seguro para a comunidade.
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