- O exército de Israel criou uma “zona humanitária” em Al Mawasi, no sul da Franja de Gaza.
- A medida visa deslocar civis da Cidade de Gaza, que enfrenta uma grave crise humanitária.
- Nos últimos dias, os bombardeios resultaram em mais de cinquenta e oito mortes, com trinta e sete ocorrendo na Cidade de Gaza.
- Organizações humanitárias denunciam a situação como uma “campanha genocida”, com bairros inteiros destruídos.
- A ONU se opõe ao uso da ajuda humanitária para forçar deslocamentos e reafirma a necessidade de proteger todos os civis.
Conflito em Gaza: Israel cria “zona humanitária” enquanto bombardeios aumentam
O exército de Israel anunciou a criação de uma “zona humanitária” em Al Mawasi, no sul da Franja de Gaza, enquanto intensifica os bombardeios na Cidade de Gaza. A medida visa deslocar os civis da capital, que enfrenta uma grave crise humanitária, com a ONU declarando a hambruna na região.
O porta-voz das tropas israelenses, Avichay Adraee, afirmou que a operação tem como objetivo eliminar o Hamas na Cidade de Gaza. Ele pediu que cerca de um milhão de pessoas se dirijam à nova área, prometendo “melhores serviços humanitários”. No entanto, a zona já está superlotada com deslocados e carece de infraestrutura adequada.
A situação em Gaza é crítica. Nos últimos dias, os bombardeios israelenses resultaram em mais de 58 mortes, sendo 37 apenas na Cidade de Gaza. Organizações humanitárias, como Médicos Sem Fronteiras, alertam para uma “campanha genocida”, com bairros inteiros sendo destruídos e a população sem recursos para se deslocar em segurança.
Apesar do anúncio da zona humanitária, a ONU se distanciou da ideia de que a ajuda humanitária deve ser usada para forçar deslocamentos. A agência reiterou que todos os civis devem ser protegidos, independentemente de sua localização. A crise alimentar já causou a morte de 382 pessoas desde o início do conflito, com 104 mortes por inanição registradas.
Israel, por sua vez, continua a bombardear áreas residenciais, alegando que são usadas pelo Hamas. O ministro da Defesa, Israel Katz, advertiu que a Cidade de Gaza pode sofrer o mesmo destino de outras cidades devastadas, caso o Hamas não aceite as condições israelenses para o fim do conflito.
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