- O Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu manter a prisão do ex-deputado Tiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, e de outros 14 envolvidos na Operação Zargun.
- A operação investiga as ligações de TH Jóias com o Comando Vermelho, uma facção criminosa.
- Ele atuava como operador financeiro da facção, realizando operações de câmbio e intermediação na compra e venda de armamentos.
- As investigações apontam que TH Jóias e sua esposa movimentaram mais de R$ 13 milhões entre 2021 e 2023, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro.
- A Justiça determinou a transferência dos principais envolvidos para um presídio federal de segurança máxima devido à periculosidade e capacidade de articulação fora do sistema prisional.
A Primeira Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região decidiu, por unanimidade, manter a prisão do ex-deputado Tiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, e de outros 14 envolvidos na Operação Zargun. A operação, deflagrada na semana passada, investiga as conexões do ex-parlamentar com o Comando Vermelho, uma das principais facções criminosas do Brasil.
As investigações revelaram que TH Jóias atuava como operador financeiro da facção, intermediando a compra e venda de armamentos e realizando operações de câmbio para o tráfico de drogas. Documentos da Justiça Federal indicam que ele participou de transações que movimentaram R$ 5 milhões em câmbio, com envolvimento direto em atividades de lavagem de dinheiro. A Polícia Federal encontrou imagens e mensagens que confirmam sua ligação com traficantes, incluindo o chefe do CV no Complexo do Alemão.
Entre os presos estão o ex-secretário estadual de Esportes, Alessandro Carracena, e cinco policiais militares. A movimentação financeira do casal de TH Jóias e sua esposa, Jessica de Oliveira Lima, levantou suspeitas, com transações que somaram mais de R$ 13 milhões entre 2021 e 2023. A Justiça considerou que a gravidade das acusações justifica a manutenção da prisão preventiva.
Detalhes da Operação
A operação também revelou que TH Jóias e seu assessor, Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, utilizaram parte do dinheiro do tráfico para custear eventos pessoais, como um chá revelação. A investigação identificou indícios de que a quadrilha contava com apoio de policiais militares, que atuavam como seguranças do tráfico. O delegado federal Gustavo Stteel foi preso por fornecer informações sigilosas aos criminosos, utilizando seu cargo para facilitar as operações da facção.
O desembargador federal Macario Neto determinou que os principais envolvidos, incluindo TH Jóias e Stteel, sejam transferidos para um presídio federal de segurança máxima, devido ao elevado grau de periculosidade e à capacidade de articulação fora do sistema prisional. A operação continua em andamento, com a Polícia Federal buscando desmantelar a rede de corrupção e crime organizada que envolve os investigados.
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