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Lula critica normalização da chantagem como estratégia para mercados internacionais

Lula critica práticas comerciais desleais e defende multilateralismo durante cúpula do Brics, destacando a necessidade de união entre os países do bloco

Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, discursa durante cerimônia de assinatura de medida provisória no Palácio do Planalto, em Brasília (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, denunciou a normalização da chantagem tarifária durante a cúpula virtual do Brics, realizada em 8 de setembro.
  • Ele destacou que os países do bloco, como Brasil, China e África do Sul, são vítimas de práticas comerciais desleais, especialmente por sanções e tarifas impostas pelos Estados Unidos.
  • Lula criticou a paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a imposição de medidas extraterritoriais que afetam a liberdade comercial.
  • A cúpula também abordou a importância da soberania digital e a necessidade de regular grandes empresas de tecnologia, com o governo brasileiro planejando enviar um projeto de regulação ao Congresso Nacional.
  • O encontro foi convocado em resposta ao aumento de cinquenta por cento nas tarifas sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos, que começou em julho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva denunciou, durante a cúpula virtual do Brics, a normalização da chantagem tarifária e as práticas comerciais desleais que afetam os países do bloco. A reunião, realizada em 8 de setembro, abordou a necessidade de fortalecer o multilateralismo e a cooperação entre as nações participantes, como Brasil, China e África do Sul.

Lula destacou que os países do Brics se tornaram vítimas de práticas comerciais injustificadas e ilegais, referindo-se a sanções e tarifas impostas, especialmente pelos Estados Unidos. Ele afirmou que a paralisação da Organização Mundial do Comércio (OMC) tem contribuído para a instabilidade econômica global, com princípios fundamentais do livre comércio sendo desrespeitados. “Medidas unilaterais transformaram em letra morta cláusulas essenciais como as de Nação Mais Favorecida”, declarou.

O presidente brasileiro também criticou a imposição de medidas extraterritoriais, que ameaçam instituições e limitam a liberdade comercial. Em sua fala, Lula fez referência à Lei Magnitsky, que afeta o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ressaltando os impactos dessas ações além das fronteiras dos EUA.

Cooperação e Soberania Digital

Além das questões comerciais, a cúpula abordou a importância da soberania digital e a necessidade de regular as grandes empresas de tecnologia. Lula alertou que a falta de governança no espaço digital pode levar à manipulação por parte de empresas estrangeiras. O governo brasileiro planeja enviar um projeto de regulação das plataformas ao Congresso Nacional.

O presidente da China, Xi Jinping, também participou da reunião, reforçando a crítica ao protecionismo e destacando a importância da cooperação entre os países do Brics para enfrentar os desafios econômicos globais. Ambos os líderes concordaram em defender a ONU e a reforma da OMC, enfatizando a necessidade de um comércio mais justo e equilibrado.

A cúpula foi convocada em resposta ao aumento de 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros nos EUA, que começou em julho, e à pressão americana sobre acordos comerciais. O encontro contou com a presença de líderes de outros países, como Egito, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Etiópia, que também discutiram a situação econômica global e a necessidade de união entre as nações do Brics.

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