- O presidente da Câmara, Hugo Motta, não incluirá o projeto de anistia na pauta desta semana.
- A prioridade será a votação da Medida Provisória do Setor Elétrico, que visa reduzir a conta de energia.
- As sessões remotas ocorrerão entre 8 e 12 de setembro para evitar tensões na Casa.
- O ex-presidente Jair Bolsonaro aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal, o que pode influenciar a discussão sobre a anistia.
- Outros projetos, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, não foram pautados para manter uma agenda menos polêmica.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu não incluir o projeto de anistia na pauta desta semana, priorizando a votação da Medida Provisória do Setor Elétrico. As sessões remotas ocorrerão entre 8 e 12 de setembro, com o objetivo de evitar tensões na Casa, especialmente em um momento delicado, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
A escolha de Motta reflete a preocupação do governo com a possibilidade de embates entre deputados aliados de Bolsonaro e os governistas. O líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), alertou que, apesar do esvaziamento do plenário, deputados próximos ao ex-presidente estarão em Brasília, prontos para agir. Ele destacou a importância de estar atento a possíveis surpresas, lembrando da rápida inclusão de pautas polêmicas no passado.
Prioridades do Governo
A Medida Provisória do Setor Elétrico, que visa reduzir a conta de energia, é considerada uma prioridade pelo governo, especialmente em um contexto eleitoral. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, enfatizou a necessidade de focar em projetos de consenso e evitar discussões sobre a anistia, que poderia beneficiar Bolsonaro.
Com a urgência da MP, que perde validade na próxima semana, a Câmara busca acelerar sua aprovação. Além disso, outros projetos, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, não foram pautados, reforçando a estratégia de manter uma agenda menos polêmica.
Expectativas Futuras
O julgamento de Bolsonaro no STF deve ser concluído na próxima sexta-feira, o que pode impactar a discussão sobre a anistia. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), reiterou o pedido para que a anistia seja incluída na pauta da próxima semana, mas a líder do PSOL, Taliria Petroni (RJ), defendeu a continuidade da agenda consensual.
As sessões remotas visam evitar a presença física dos deputados em Brasília, enquanto a Câmara se prepara para discutir outros projetos relevantes, como a conversão de prisões e um programa de fornecimento de alimentos para alunos da educação básica.
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