- O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, visitou Porto Rico em 8 de setembro para discutir a participação da ilha nas operações militares contra cartéis de drogas na América Latina.
- A visita segue um ataque militar que resultou na morte de onze supostos narcotraficantes em um navio no Caribe, supostamente vinculado ao tráfico de drogas da Venezuela.
- O Pentágono mobilizou pelo menos oito navios de guerra na região e planeja enviar caças a partir de Porto Rico.
- A governadora de Porto Rico, Jenniffer González-Colón, confirmou a visita e ressaltou a importância da colaboração militar.
- A visita ocorre em meio a questionamentos no Capitólio sobre a legalidade das operações militares dos EUA na região.
O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, visitou Porto Rico nesta segunda-feira, 8, para discutir a inclusão da ilha nas operações militares contra cartéis de drogas na América Latina. A visita ocorre após um ataque militar que resultou na morte de onze supostos narcotraficantes em um navio no Caribe, supostamente ligado ao tráfico de drogas da Venezuela.
O ataque, que foi anunciado pelo presidente Donald Trump, levantou questões sobre a legalidade das ações militares dos EUA na região. O vice-presidente JD Vance defendeu a operação, afirmando que eliminar membros do cartel é uma resposta necessária ao impacto do tráfico de drogas nos cidadãos americanos. No entanto, o governo não apresentou evidências sobre as atividades do navio abatido.
Mobilização Militar
O Pentágono está mobilizando pelo menos oito navios de guerra na região, uma movimentação considerada incomum. Além disso, há planos para enviar caças a partir de Porto Rico, conforme revelaram autoridades que pediram anonimato. A governadora de Porto Rico, Jenniffer González-Colón, confirmou a visita de Hegseth em suas redes sociais, destacando a importância da colaboração militar.
A viagem ocorre em um contexto de crescente pressão no Capitólio, onde democratas questionam a legalidade do ataque no Caribe e a necessidade do uso de força letal. A interdição de drogas no mar é tradicionalmente uma missão da Guarda Costeira, que tem autoridade para abordar embarcações suspeitas.
Reações e Consequências
A visita de Hegseth e a mobilização militar marcam um aumento significativo da presença militar dos EUA em Porto Rico, o maior desde as operações de ajuda após os furacões Maria e Irma em 2017. Na época, cerca de 14.000 soldados foram mobilizados para auxiliar na recuperação da ilha.
O governo Trump tem mantido um controle rigoroso sobre as informações relacionadas às operações militares, evitando divulgar detalhes sobre a visita de Hegseth e outros altos funcionários. A coletiva de imprensa agendada para discutir o ataque no Caribe foi cancelada e remarcada, indicando a complexidade e a sensibilidade do assunto.
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