- Os deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) de Santa Catarina, Pedro Uczai e Ana Paula Lima, solicitaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) a investigação criminal da deputada Júlia Zanatta, do Partido Liberal (PL-SC).
- A solicitação se baseia em alegações de uso indevido de viatura policial para promoção pessoal e ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Uczai e Lima afirmam que a deputada utilizou o veículo para fins pessoais, violando o princípio da impessoalidade da Constituição.
- As acusações incluem injúria, calúnia e difamação, com base em declarações de Zanatta em vídeo, onde sugere que o veículo deveria ser usado para prender Lula.
- Os deputados pedem que o caso seja investigado e que a Controladoria-Geral da União (CGU) averigue possíveis irregularidades, além de solicitar análise do vídeo pelo Ministério Público Eleitoral.
Os deputados federais do PT de Santa Catarina, Pedro Uczai e Ana Paula Lima, solicitaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de uma investigação criminal contra a deputada Júlia Zanatta (PL-SC). A ação se baseia em alegações de uso indevido de uma viatura policial para promoção pessoal e ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na representação, os parlamentares afirmam que a deputada teria utilizado a entrega do veículo para fins pessoais, o que contraria o princípio da impessoalidade da Constituição. Além disso, acusam Zanatta de injúria, calúnia e difamação, citando uma declaração dela em vídeo onde sugere que o veículo deveria ser usado para prender Lula, a quem se refere como “o maior corrupto do Brasil”.
Acusações e Implicações
Uczai e Lima destacam que as declarações de Zanatta não podem ser consideradas apenas como liberdade de expressão. Eles argumentam que a imunidade parlamentar não é absoluta e que ofensas pessoais podem resultar em responsabilização criminal, conforme já decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Os deputados também mencionam que a conduta da colega pode ser vista como propaganda eleitoral antecipada irregular e ato de improbidade administrativa. Na solicitação à PGR, pedem que o caso seja investigado e que a Controladoria-Geral da União (CGU) seja acionada para averiguar possíveis irregularidades.
Análise do Vídeo
Além da investigação criminal, Uczai e Lima requerem que o vídeo com as declarações de Zanatta seja analisado pelo Ministério Público Eleitoral para verificar a ocorrência de propaganda extemporânea irregular. A situação levanta questões sobre a ética e a responsabilidade dos representantes políticos, especialmente em um contexto de polarização política.
Entre na conversa da comunidade