- A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a operação Psicose, desmantelando uma rede criminosa que produzia e comercializava cogumelos mágicos em oito estados do Brasil.
- A ação resultou em nove prisões e apreensões, com um faturamento estimado em R$ 26 milhões entre 2024 e 2025.
- A operação visou combater a venda de psilocibina, substância psicodélica proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
- Foram realizadas 20 buscas e apreensões, além do bloqueio de contas e ativos financeiros dos envolvidos.
- Os acusados podem responder por tráfico de drogas qualificado, lavagem de dinheiro e crimes ambientais, com penas que podem chegar a 53 anos de prisão.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 4, a operação Psicose, que desmantelou uma rede criminosa dedicada à produção e comercialização de cogumelos mágicos em diversos estados do Brasil. A ação resultou em nove prisões e apreensões em oito estados, com um faturamento estimado em R$ 26 milhões entre 2024 e 2025.
A operação visou combater a venda de psilocibina, substância psicodélica encontrada em cogumelos, cuja comercialização é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apesar da legalidade da venda dos cogumelos em si, a rede criminosa explorava brechas legais para operar. Durante a ação, foram realizadas 20 buscas e apreensões, além do bloqueio de contas e ativos financeiros dos envolvidos.
Estrutura da Rede Criminosa
Os investigadores identificaram locais de cultivo em larga escala e equipamentos utilizados na produção da substância. A polícia também apurou a participação de agentes públicos que facilitavam as atividades ilegais. O grupo utilizava redes sociais e websites para atrair clientes, oferecendo uma variedade de cogumelos diferenciados por espécie e potência.
As transações eram facilitadas por um sistema que aceitava diversos métodos de pagamento, dificultando o rastreamento. A operação revelou que 3.718 encomendas postais, totalizando cerca de uma tonelada e meia de drogas, foram enviadas para várias regiões do país.
Implicações Legais e Sociais
Os envolvidos na operação poderão responder por tráfico de drogas qualificado, lavagem de dinheiro, e crimes ambientais, com penas que podem chegar a 53 anos de prisão para os líderes da organização. A operação Psicose destaca a crescente preocupação das autoridades com o uso de substâncias alucinógenas e a necessidade de uma regulamentação mais rigorosa no Brasil.
A investigação continua, com a possibilidade de novos desdobramentos e a identificação de outros envolvidos na rede criminosa. A ação também levanta questões sobre a percepção social e legal dos cogumelos alucinógenos no país, onde o debate sobre sua legalização e uso medicinal ainda é incipiente.
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