- A Casa Branca criticou o governo Biden e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, após o Bureau of Labor Statistics (BLS) revisar os dados de emprego, reduzindo em 911 mil o número de empregos criados.
- A revisão é considerada a maior já registrada e foi usada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, para afirmar que a economia sob Biden é um “desastre”.
- Leavitt pediu nova liderança no BLS para restaurar a confiança dos mercados financeiros e das famílias.
- O relatório do Departamento do Trabalho mostrou que a economia dos Estados Unidos criou menos empregos do que o inicialmente reportado no ano que começou em março de 2024.
- A relação entre Trump e o BLS é tensa, especialmente após a demissão da ex-comissária Erika McEntarfer em agosto, que ocorreu após a divulgação de dados com revisões negativas.
A Casa Branca intensificou as críticas ao governo Biden e ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, após o Bureau of Labor Statistics (BLS) anunciar uma revisão que reduziu em 911 mil o número de empregos criados. A revisão, considerada a maior já registrada, foi utilizada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, para afirmar que a economia sob Biden é um “desastre” e que o BLS está “quebrado”.
Leavitt destacou que a revisão dos dados de emprego é um exemplo da necessidade de nova liderança no BLS, que, segundo ela, deve restaurar a confiança dos mercados financeiros e das famílias. A crítica se estende a Powell, que, segundo a porta-voz, “oficialmente ficou sem desculpas” e deve reduzir as taxas de juros imediatamente.
O relatório do Departamento do Trabalho revelou que a economia dos EUA criou menos empregos do que o inicialmente reportado no ano que começou em março de 2024. As revisões anuais dos dados de empregos não agrícolas mostraram uma redução significativa em relação às estimativas anteriores, o que alimentou a narrativa de manipulação política que já havia sido levantada pela administração Trump.
A relação entre Trump e o BLS é marcada por tensões, especialmente após a demissão da ex-comissária Erika McEntarfer em agosto, logo após a divulgação de dados que incluíam revisões negativas. Economistas e legisladores criticaram essa demissão, argumentando que as revisões são comuns e necessárias para refletir a realidade do mercado de trabalho.
Desde o início do segundo mandato de Trump, Powell, que foi nomeado pelo ex-presidente em 2017, se tornou um alvo frequente de críticas. A insatisfação de Trump com a postura de Powell em relação às taxas de juros tem aumentado, especialmente após declarações do presidente do Fed sobre a incerteza econômica nos EUA.
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