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Coronel exonerado após morte em festa junina assume superintendência da PM

Coronel Aristheu de Góes Lopes assume superintendência da Polícia Militar após operação controversa que resultou em morte e feridos.

Coronel Aristheu Lopes, ex-comandante do Bope, é nomeado superintendente da Superintendência de Gestão Integrada (SUPGI) (Foto: Reprodução)
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  • O coronel Aristheu de Góes Lopes foi nomeado superintendente da Polícia Militar do Rio de Janeiro, três meses após ser exonerado do Bope.
  • A exoneração ocorreu após uma operação no Morro Santo Amaro, que resultou na morte de Herus Guimarães Mendes e ferimentos em outras cinco pessoas.
  • A operação aconteceu durante uma festa junina em 8 de junho e gerou controvérsias sobre a sua execução.
  • O pai de Herus, Fernando Guimarães, criticou a falta de apoio do governo e informou que a comunidade planeja homenagens ao jovem.
  • O secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, admitiu falhas nos protocolos da operação e prometeu uma apuração rigorosa.

Três meses após a exoneração do coronel Aristheu de Góes Lopes do comando do Batalhão de Operações Especiais (Bope), ele foi nomeado superintendente da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A decisão ocorre em meio à controvérsia gerada pela operação no Morro Santo Amaro, que resultou na morte de Herus Guimarães Mendes, de 23 anos, e ferimentos em outras cinco pessoas.

A operação, realizada em 8 de junho, ocorreu durante uma festa junina na comunidade. A PM informou que Aristheu não foi alvo do Inquérito Policial Militar (IPM) que investigou o caso e não possui restrições para assumir o novo cargo. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado em 5 de setembro, assinado pelo secretário de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, que admitiu que os protocolos não foram seguidos durante a ação.

O pai de Herus, Fernando Guimarães, expressou indignação pela falta de apoio do governo após a morte do filho. Ele afirmou que, até o momento, ninguém do governo procurou a família para prestar esclarecimentos. Fernando descreveu a situação como um sentimento de impotência e revolta, ressaltando que a comunidade planeja homenagens ao jovem, incluindo uma apresentação da quadrilha junina que ocorria no dia da tragédia.

A operação foi criticada por sua execução em um momento de festividade, e o secretário da PM prometeu uma apuração rigorosa sobre os eventos. Ele destacou a necessidade de reavaliar os protocolos para operações emergenciais, enfatizando a importância da preservação de vidas e da avaliação de riscos antes de ações policiais. As investigações continuam, com a análise das armas dos policiais e a comparação das balas que atingiram Herus.

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