- O julgamento de uma trama golpista envolvendo aliados de Jair Bolsonaro está em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
- O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, apresentou um voto contundente, utilizando ironia para destacar a gravidade dos atos.
- Ele mencionou planos de assassinato de autoridades, incluindo o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
- Dino criticou a participação militar nas manifestações, que ocorreram em frente a quartéis, e refutou a ideia de que atos de violência poderiam ser minimizados.
- O julgamento continua, com a manifestação dos demais ministros prevista para esta semana.
O julgamento de uma suposta trama golpista envolvendo aliados de Jair Bolsonaro está em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O foco é nas tentativas de desestabilizar o Estado democrático de direito, com o ministro Flávio Dino apresentando um voto contundente.
Dino utilizou ironia para enfatizar a gravidade dos atos, mencionando planos de assassinato de autoridades, incluindo o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF Alexandre de Moraes. “O plano não era Bíblia verde e amarela, era Punhal verde e amarela,” afirmou, referindo-se a um documento que circulou entre os réus.
Ao abordar a participação militar, o ministro destacou que as manifestações ocorreram em frente a quartéis, não em igrejas. “Os acampamentos não foram nas portas de igrejas. Foram nas portas de quartéis, onde há fuzis, metralhadoras e tanques,” ressaltou, sublinhando a pressão sobre as Forças Armadas.
Dino também refutou a ideia de que os atos de violência poderiam ser minimizados. “Não existe forma de enfrentar a polícia com flores e chocolates,” disse, referindo-se aos confrontos que culminaram na depredação de prédios públicos.
Em relação às críticas ao STF, o ministro considerou “exótico” afirmar que tribunais constitucionais são tirânicos, defendendo que essas cortes são essenciais para proteger democracias.
Sobre o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Dino ironizou sua falta de participação em eventos decisivos, classificando sua atuação como de “menor importância.” O julgamento continua, com a manifestação dos demais ministros prevista para esta semana.
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