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Fast Shop é acusada de esquema bilionário de propina na Fazenda de SP

Investigação revela esquema de corrupção que movimentou R$ 1 bilhão, com mais de 200 mensagens entre diretor da Fast Shop e auditor fiscal

Diretor estatutário da Fast Shop em foto divulgada (Foto: Reprodução)
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  • Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, estão sendo investigados por fraudes fiscais na Secretaria da Fazenda de São Paulo.
  • Novas evidências mostram a troca de mais de 200 mensagens entre Mário e o auditor Artur Neto, revelando um esquema de corrupção que movimentou R$ 1 bilhão em cinco anos.
  • Mário Gomes é considerado central na fraude, intermediando contratos com a Smart Tax, que facilitava o pagamento de propinas.
  • Artur Neto, auditor fiscal, foi preso em 12 de agosto, mas todos os envolvidos foram soltos após habeas corpus que suspendeu a fiança.
  • As investigações indicam que as práticas criminosas continuaram em 2025, com 65 e-mails trocados entre Mário e Artur apenas neste ano.

Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, estão no centro de uma investigação por fraudes fiscais na Secretaria da Fazenda de São Paulo. Novas evidências revelam a troca de mais de 200 mensagens entre Mário e o auditor Artur Neto, além de detalhes sobre um esquema de corrupção que movimentou R$ 1 bilhão em cinco anos.

Mário Gomes é descrito como uma figura central na fraude, sendo responsável por intermediar contratos com a Smart Tax, escritório que facilitava o pagamento de propinas. Em decisão judicial recente, ele, Artur e Sidney foram identificados como o núcleo do esquema, com poder para interferir nas investigações e eliminar provas. Artur Neto, auditor fiscal, foi preso em 12 de agosto, juntamente com os empresários, mas ambos estão soltos após habeas corpus que suspenderam a fiança.

O esquema operava de forma estruturada, com Mário e outros integrantes da área fiscal da Fast Shop envolvidos nas tratativas. Artur atuava como consultor, desde o envio de documentação até a assinatura de reembolsos na Sefaz. As investigações apontam que a Fast Shop entregava notificações oficiais ao auditor, que agia como se fosse funcionário da empresa.

Além de Mário, outros colaboradores, como Caroline Camargo Godoy e Ellen Franciane Pereira Silva, também participaram ativamente do esquema. Caroline, coordenadora fiscal, tinha acesso direto a Artur, enquanto Ellen mantinha contato para o envio de documentos relacionados a créditos de ICMS-ST. A rede de corrupção foi identificada como abrangente, envolvendo diversos níveis hierárquicos.

Os investigadores destacam que as práticas criminosas continuaram em 2025, com 65 e-mails trocados entre Mário e Artur apenas neste ano. A Fast Shop declarou estar colaborando com as autoridades na apuração dos fatos.

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