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Fiscalia de Iowa considera legal a morte de migrante cubano por policial

Investigação conclui que morte de migrante cubano em Iowa foi justificada; comunidade exige transparência e justiça após o incidente

Altar no local onde Feglys Antonio Campos-Arriba faleceu em Denison, Iowa, no dia 21 de agosto (Foto: Reprodução)
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  • A morte de Feglys Antonio Campos Arriba, migrante cubano, foi considerada “legalmente justificada” pela Fiscalía General de Iowa.
  • O incidente ocorreu em 15 de agosto, em Denison, e gerou protestos na comunidade hispana local.
  • Após investigação, o Sargento Alan Romero, policial envolvido, relatou que Campos reagiu de forma agressiva durante a abordagem.
  • O oficial usou força letal após tentativas de contenção não letal, incluindo uma pistola elétrica.
  • Amigos e familiares de Campos contestam a versão oficial e exigem transparência nas gravações do incidente.

A morte de Feglys Antonio Campos Arriba, um migrante cubano, foi considerada “legalmente justificada” pela Fiscalía General de Iowa. O incidente ocorreu em 15 de agosto, em Denison, e gerou protestos na comunidade hispana local, que clama por justiça.

Após uma investigação, a divisão de investigação criminal de Iowa revisou gravações e entrevistou o Sargento Alan Romero, o policial envolvido. Segundo o relatório, Campos foi abordado no parque Washington, onde estava deitado sob uma manta. O oficial pediu que ele deixasse o local ou enfrentaria acusações de invasão. Campos, ao optar por ser preso, levantou-se com as mãos para trás.

O Sargento Romero tentou métodos de contenção não letal, incluindo o uso de uma pistola elétrica, mas Campos reagiu de forma agressiva, mordendo o policial e o perseguindo. Em resposta, Romero disparou quatro vezes. A investigação concluiu que a força letal foi necessária para evitar danos ao oficial.

A comunidade, no entanto, expressa insatisfação com a versão oficial. Amigos e familiares de Campos afirmam que ele recebeu mais tiros do que o relatado. Eles têm realizado protestos em frente à delegacia, exigindo respostas e justiça. Uma vizinha, que preferiu não se identificar, manifestou indignação com a situação, pedindo transparência nas gravações da câmera do policial.

Campos, de 36 anos, havia chegado aos Estados Unidos em 2022 e enfrentava dificuldades financeiras, tendo sido recentemente despejado de seu alojamento. A investigação revelou que ele estava no país com uma visa de trabalho temporária, que expirou em julho de 2025. As autoridades tentaram, sem sucesso, encaminhá-lo a um abrigo antes do incidente fatal.

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