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Gaza enfrenta apagão noticioso que ameaça o jornalismo mundial, alerta RSF

Repórteres Sem Fronteiras alerta sobre a violência contra jornalistas em Gaza e pede proteção e regulamentação para a imprensa

Jornalista palestino com a câmera de fotojornalista morto em ataque ao hospital Nasser, em Khan Yunis (Foto: Reprodução)
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  • A liberdade de imprensa enfrenta desafios sérios em Gaza, com mais de 200 jornalistas mortos durante os bombardeios israelenses.
  • Thibaut Bruttin, diretor-geral da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), expressou preocupação com a violência crescente contra a profissão.
  • A RSF apoia ações judiciais, como a da Folha contra a OpenAI, para responsabilizar plataformas digitais por concorrência desleal e violação de direitos autorais.
  • A organização lançou um apelo global para proteger jornalistas em Gaza, exigindo o fim dos ataques direcionados e a abertura da região à imprensa internacional.
  • Bruttin também destacou a necessidade de regulamentação das redes sociais para combater a desinformação, especialmente em eventos como a COP30, que ocorrerá em novembro em Belém.

A liberdade de imprensa enfrenta um momento crítico, especialmente em zonas de conflito como Gaza. Thibaut Bruttin, diretor-geral da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), expressou sua preocupação com a crescente violência contra jornalistas, que já resultou na morte de mais de 200 repórteres durante os bombardeios israelenses na região. Em entrevista à Folha, Bruttin destacou que a situação atual é alarmante e que as crises políticas, econômicas e tecnológicas estão sendo usadas para atacar a profissão.

A RSF apoia ações judiciais, como a da Folha contra a OpenAI, que busca responsabilizar plataformas digitais por concorrência desleal e violação de direitos autorais. Bruttin enfatizou que o Brasil tem um papel fundamental na proteção do jornalismo, especialmente em meio a eventos como o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que levantam questões sobre a liberdade de imprensa no país.

A RSF lançou um apelo global, destacando a urgência de proteger jornalistas em Gaza. O slogan da campanha é claro: “Ao ritmo em que os jornalistas palestinos estão sendo mortos, em breve não haverá mais ninguém para informá-los sobre Gaza.” A organização exige o fim dos ataques direcionados a jornalistas, a evacuação dos que solicitarem e a abertura da Faixa de Gaza à imprensa internacional.

Bruttin também mencionou a necessidade de regulamentação das redes sociais para combater a desinformação, especialmente em eventos como a COP30, que ocorrerá em novembro em Belém. A segurança dos jornalistas é uma preocupação central, especialmente em países com altos índices de violência contra a imprensa, como o Brasil. A RSF pretende usar a COP30 para destacar a relação entre a liberdade de imprensa e a proteção ambiental, além de abordar a desinformação climática.

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