- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou a megaoperação Carbono Oculto, que desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo.
- A operação ocorreu em 28 de agosto e foi destacada durante a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.
- Lula afirmou que a investigação atingiu a elite financeira da Faria Lima, onde o PCC se infiltrava em instituições financeiras e utilizava postos de combustíveis para lavar dinheiro do tráfico de drogas.
- A ação envolveu 350 alvos em oito estados, com 42 localizados na Avenida Brigadeiro Faria Lima, resultando em mandados de busca e apreensão em empresas e fintechs.
- A Receita Federal anunciou nova regulamentação para aumentar a fiscalização sobre fintechs, visando combater crimes financeiros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (09), a megaoperação Carbono Oculto, que desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo. A operação, realizada em 28 de agosto, foi destacada durante a inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.
Lula afirmou que a investigação “finalmente alcançou o andar de cima do crime organizado: a Faria Lima”, um dos principais centros financeiros do Brasil. A operação visou desarticular um esquema bilionário no setor de combustíveis, onde o PCC se infiltrava em instituições financeiras e utilizava postos de combustíveis para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas.
A ação envolveu 350 alvos em oito estados, com 42 deles localizados na Avenida Brigadeiro Faria Lima. A Polícia Federal e o Ministério Público revelaram que o grupo cometeu crimes contra a ordem econômica, além de fraudes fiscais e estelionato, por meio da adulteração de combustíveis. Em um dos prédios da Faria Lima, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de documentos e equipamentos em empresas e fintechs.
Ações e Colaboração
O presidente destacou a importância de neutralizar lideranças criminosas e asfixiar os mecanismos de financiamento do crime. Ele enfatizou que a criminalidade afeta principalmente os mais vulneráveis, como moradores de comunidades periféricas e indígenas. Lula classificou as organizações criminosas como “multinacionais” infiltradas em diversos setores da sociedade.
Além disso, a Receita Federal anunciou uma nova regulamentação que equipara as fintechs aos bancos em termos de fiscalização. Essa mudança permitirá um monitoramento mais eficaz das transações financeiras, ajudando a combater ilícitos. Lula reafirmou o compromisso do governo em enfrentar o crime organizado, garantindo que “não vão tomar conta da Amazônia”.
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