- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de um “plano de guerra” para impor sua hegemonia global.
- Durante entrevista à rede russa RT, ele afirmou que a mobilização militar dos EUA no Caribe visa forçar a dominância política e militar.
- Maduro citou o papa Francisco, que teria alertado sobre o início da Terceira Guerra Mundial.
- Os EUA mobilizaram oito navios militares e um submarino nuclear no Caribe, além de enviar dez aviões de combate F-35 para Porto Rico.
- A recompensa por informações que levem à captura de Maduro foi aumentada para US$ 50 milhões, com acusações de que ele lidera o Cartel dos Sóis, vinculado ao narcotráfico.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de um “plano de guerra” para impor sua hegemonia global, em meio a crescentes tensões entre os dois países. Durante uma entrevista à rede russa RT, Maduro afirmou que a mobilização militar dos EUA no Caribe é uma tentativa de forçar sua dominância política e militar. Ele citou o papa Francisco, que, segundo ele, já havia alertado que a Terceira Guerra Mundial já começou.
Maduro criticou a busca dos EUA por uma “paz imperialista”, defendendo uma paz baseada em igualdade e soberania. Ele também reiterou as acusações de que o governo americano deseja roubar os recursos naturais da Venezuela, como petróleo e ouro. A vice-presidente Delcy Rodríguez havia classificado os EUA como o “centro mundial de lavagem do narcotráfico”, uma afirmação que Maduro endossou, alegando que as máfias e cartéis estão sob controle americano.
Mobilização Militar
A tensão se intensificou com a mobilização de oito navios militares e um submarino nuclear dos EUA no Caribe, além do envio de dez aviões de combate F-35 para Porto Rico. Em resposta, a Venezuela mobilizou suas próprias forças, incluindo navios e milhões de combatentes, conforme anunciado pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino. Ele destacou que essa mobilização abrange cinco regiões estratégicas do país, localizadas na costa caribenha e atlântica.
Os EUA aumentaram a recompensa por informações que levem à captura de Maduro para US$ 50 milhões, acusando-o de liderar o chamado Cartel dos Sóis, um grupo supostamente vinculado ao narcotráfico. As tensões entre os dois países, que já eram elevadas, agora se agravam com essa escalada militar e as acusações mútuas, refletindo um cenário de crescente instabilidade na região.
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