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Moraes afirma que advogado não tem poder para censurar decisões judiciais

Ministro Alexandre de Moraes defende sua atuação no julgamento de Jair Bolsonaro e critica tentativa de censura da defesa

Foto: Reprodução
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  • O ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal sobre a suposta tentativa de golpe, rejeitou a alegação da defesa de que ele não poderia participar dos interrogatórios.
  • Moraes afirmou que a tentativa de limitar sua atuação é uma forma de censura.
  • Ele destacou que os argumentos jurídicos são mais relevantes do que a contagem de perguntas feitas durante o processo.
  • A defesa do general Augusto Heleno, representada pelo advogado Matheus Milanez, criticou Moraes, alegando que ele agiu como um “juiz inquisidor” ao fazer 302 perguntas, em comparação a 59 do Ministério Público.
  • O julgamento continua a gerar polêmica, com questionamentos sobre a imparcialidade do processo e a atuação de Moraes.

Durante o julgamento da suposta tentativa de golpe, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, rejeitou a alegação da defesa de que ele não poderia participar dos interrogatórios. Moraes classificou a tentativa de limitar sua atuação como uma forma de censura ao magistrado. Ele enfatizou que “há argumentos jurídicos muito mais importantes do que ficar contando o número de perguntas que alguém fez”.

Moraes criticou a postura da defesa, afirmando que “não cabe a nenhum advogado censurar o magistrado dizendo o número de perguntas que ele deve fazer”. O ex-presidente Jair Bolsonaro é um dos réus no caso, que envolve questões complexas sobre a atuação judicial. O ministro destacou que o sistema acusatório não interfere na participação do juiz.

As declarações de Moraes foram uma resposta às críticas feitas pelo advogado de defesa do general Augusto Heleno, Matheus Milanez. Durante sua sustentação oral, Milanez alegou que Moraes estava agindo como um “juiz inquisidor”, apresentando um slide que mostrava que o ministro fez 302 perguntas em comparação a apenas 59 do Ministério Público. Para ele, essa diferença indicava uma atuação investigativa inadequada por parte do magistrado.

O julgamento continua a atrair atenção, com a defesa de Bolsonaro e outros réus questionando a imparcialidade do processo. A atuação de Moraes, que tem sido defendida por ele mesmo, permanece no centro das discussões, refletindo a tensão entre a defesa e o Judiciário.

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