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Moraes critica defesas e usa termos inusitados no julgamento da trama golpista

Ministro Alexandre de Moraes critica defesa em julgamento da trama golpista e reafirma que foco deve ser jurídico, não psicológico

Julgamento de Bolsonaro no STF é retomado com voto de Moraes (Foto: Reprodução)
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  • O julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) teve novos desdobramentos nesta terça-feira.
  • O ministro Alexandre de Moraes criticou a defesa dos réus, considerando seus argumentos fracos.
  • Moraes contestou a alegação de contradições nos depoimentos da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, afirmando que isso demonstra “total desconhecimento dos autos”.
  • O ministro também ironizou a contagem de perguntas feita pelo advogado Matheus Milanez, ressaltando que questões jurídicas são mais relevantes.
  • A condução do julgamento e a análise das provas são essenciais para o futuro político do Brasil, com expectativa de novos depoimentos nas próximas sessões.

O julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira, com o ministro Alexandre de Moraes criticando a defesa dos réus. Durante a análise das preliminares, Moraes rebatia argumentos que considerou fracos, reafirmando que o foco deve ser jurídico.

O ministro se mostrou incisivo ao contestar a alegação de que os oito primeiros depoimentos da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid seriam contraditórios. Para Moraes, essa afirmação “beira litigância de má-fé” e demonstra “total desconhecimento dos autos”. Ele explicou que a divisão dos depoimentos por temas foi uma estratégia da Polícia Federal.

Críticas à Defesa

Além disso, Moraes criticou a abordagem do advogado Matheus Milanez, que contava o número de perguntas feitas ao réu para alegar cerceamento da defesa. O ministro enfatizou que existem questões jurídicas mais relevantes do que essa contagem. Moraes também ironizou a reclamação do advogado José Luis Oliveira Lima, que argumentou que a impossibilidade de gravar a acareação entre ele e Mauro Cid prejudicou sua defesa. Moraes reafirmou que o julgamento é jurídico, não psicológico.

O ministro ainda destacou a importância das provas apresentadas, refutando tentativas da defesa de desqualificar documentos, como anotações do ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem. Moraes afirmou que essas anotações não podem ser desconsideradas, enfatizando que não se tratam de “delinquentes do PCC trocando mensagens”.

Expectativas Futuras

A condução do julgamento e a análise das provas são cruciais para o futuro político do Brasil. O caso continua a atrair atenção, com a expectativa de que novas evidências e depoimentos possam surgir nas próximas sessões. A firmeza de Moraes reflete a gravidade das acusações e a relevância do processo para a democracia brasileira.

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