- O Ministério Público e a Polícia Federal iniciaram a operação Carbono Oculto em 28 de agosto, focando na adulteração de combustíveis no Brasil.
- A investigação revelou que metanol importado estava sendo desviado para postos de combustíveis, com envolvimento das empresas Ultracargo e Arka.
- O metanol, armazenado em terminais marítimos, não estava sendo entregue conforme o volume indicado e era utilizado para adulteração de combustíveis veiculares.
- A Arka está ligada a Rodrigo Augusto Alves de Carvalho Bortone, um dos suspeitos do esquema, e há indícios de conexões com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
- A operação envolve cerca de 350 alvos em dez estados e mobiliza 1.400 agentes para combater crimes como adulteração, lavagem de dinheiro e fraude fiscal.
O Ministério Público e a Polícia Federal deflagraram a operação Carbono Oculto, que investiga a adulteração de combustíveis no Brasil, com foco na infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor. A operação, iniciada em 28 de agosto, revelou que metanol importado estava sendo desviado para postos de combustíveis, com envolvimento de empresas como Ultracargo e Arka.
O relatório do Ministério Público aponta que o metanol, armazenado em terminais marítimos como Cattalini e Ultracargo, não estava sendo entregue conforme o volume indicado. Em vez disso, o produto era destinado a diversos postos para adulteração de combustíveis veiculares. A Ultracargo, parte do Grupo Ultra, é mencionada por ter contratos de aluguel de tanques com distribuidoras como Arka, Petroworld e Monte Cabral.
A investigação indica que a Arka está ligada a Rodrigo Augusto Alves de Carvalho Bortone, um dos suspeitos do esquema. O Gaeco solicitou a quebra de sigilo bancário e autorização para busca e apreensão nos endereços de Bortone. A Arka é suspeita de ter conexões com o PCC, que estaria estruturado por Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme, conhecidos como Beto Louco.
A Petroworld também aparece nas investigações, com mensagens que indicam pagamentos suspeitos relacionados ao PCC. A Monte Cabral, já investigada em operações anteriores, é citada em conversas que envolvem transações de combustíveis adulterados.
A operação Carbono Oculto é considerada a maior força-tarefa contra o crime organizado no Brasil, abrangendo dez estados e envolvendo cerca de 350 alvos. Com a mobilização de 1.400 agentes, a ação visa desarticular a atuação do PCC no setor financeiro e de combustíveis, combatendo crimes como adulteração, lavagem de dinheiro e fraude fiscal.
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