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Santo Amaro, SP, tem rua autorizada para leilão sem aviso aos moradores

Moradores da Rua América Central temem desvalorização de imóveis após emenda que permite leilão da via pela prefeitura de São Paulo

Rua América Central, onde está localizada a empresa farmacêutica Apsen, foi alvo de emenda do vereador Marcelo Messias (MDB) que autorizou seu leilão (Foto: Reprodução)
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  • Moradores da Rua América Central, em Santo Amaro, estão preocupados após a aprovação de uma emenda que permite à prefeitura leiloar a via para a iniciativa privada.
  • A emenda foi proposta pelo vereador Marcelo Messias (MDB) e aprovada em três de outubro com 29 votos a favor e 11 contra, sem consulta aos residentes.
  • A medida abrange um trecho de cerca de 250 metros da rua, incluindo uma viela com sete imóveis residenciais.
  • Moradores e comerciantes temem a desvalorização de seus imóveis e a possibilidade de serem forçados a deixar suas casas.
  • A prefeitura informou que o prefeito Ricardo Nunes terá 15 dias úteis para decidir sobre a sanção do projeto.

Moradores da Rua América Central, em Santo Amaro, estão alarmados após a aprovação de uma emenda na Câmara Municipal de São Paulo que permite à prefeitura leiloar a via para a iniciativa privada. A emenda, proposta pelo vereador Marcelo Messias (MDB), foi aprovada em 3 de outubro com 29 votos a favor e 11 contra, sem consulta prévia aos residentes.

A emenda abrange um trecho de cerca de 250 metros da rua, que inclui uma viela adjacente com sete imóveis residenciais. Moradores e comerciantes expressaram preocupação com a desvalorização de seus imóveis e a possibilidade de serem forçados a deixar suas casas. Joel Moraes, proprietário de uma microempresa na região, afirmou que não foi consultado sobre a venda e questionou o impacto que isso teria em sua empresa e na sua vida.

Entre os residentes, Antonieta Cruz, de 65 anos, expressou sua angústia ao descobrir que sua casa poderia ser afetada. Ela vive na rua há mais de 35 anos e teme pela segurança de sua família. Outros comerciantes, como Ivan Nazarenko, também manifestaram preocupação com a desvalorização de seus imóveis e a falta de comunicação por parte dos vereadores.

A prefeitura, por sua vez, informou que o prefeito Ricardo Nunes tem 15 dias úteis para decidir sobre a sanção do projeto. A farmacêutica Apsen, que ocupa grande parte da área, está acompanhando o processo e aguarda a decisão do prefeito. A situação levanta questões sobre a transparência nas decisões da Câmara Municipal, que tem incluído emendas que privatizam espaços públicos sem consulta à população.

O cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira e a doutora em direito Bianca Tavolari criticaram a falta de discussão pública sobre a privatização de ruas, ressaltando a necessidade de maior transparência nas decisões que afetam a comunidade. A especulação imobiliária na região, impulsionada pela expansão da Apsen, tem gerado tensões entre os moradores e a empresa, que já tentou adquirir imóveis vizinhos.

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