- TH Joias, ex-deputado estadual, foi preso novamente em 3 de outubro de 2024, acusado de envolvimento com o Comando Vermelho.
- As investigações indicam que ele participava da compra e venda de armas e utilizava policiais para obter informações sobre operações.
- O Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2) manteve sua prisão, assim como a de outros quatorze acusados.
- O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou que a prisão ocorreu após uma investigação conjunta das polícias Civil e Federal, que resultou em duas operações simultâneas.
- TH Joias já havia sido preso em 2017 por captar informações sobre operações policiais e, mesmo assim, foi eleito deputado em 2022, assumindo o cargo em 2024.
TH Joias, ex-deputado estadual, foi preso novamente em 3 de outubro de 2024, acusado de envolvimento com o Comando Vermelho. As investigações revelaram que ele estaria envolvido na compra e venda de armas, além de utilizar policiais para obter informações sobre operações. O Tribunal Regional Federal da Segunda Região (TRF-2) decidiu manter sua prisão, assim como a de outros 14 acusados.
O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, que liderou a operação que resultou na prisão de TH, afirmou que sempre tentou evitar o ex-parlamentar, apesar de manter uma relação institucional. Curi destacou que TH foi preso após uma investigação conjunta das polícias Civil e Federal, que culminou em duas operações simultâneas. A operação Bandeirantes focou na rede de apoio do Comando Vermelho, enquanto a operação Zargum investigou o envolvimento de agentes públicos com a facção.
TH Joias já havia sido preso em 2017 por captar informações sobre operações policiais e ficou nove meses detido. Ele foi candidato a deputado estadual em 2022 e assumiu o cargo em 2024, presidindo a comissão de Defesa Civil na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Durante seu mandato, participou de eventos com a Polícia Militar e enviou ofícios solicitando reforço policial em áreas da zona norte.
As investigações revelaram que TH e seu ex-assessor, Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, estavam envolvidos em atividades ilícitas, incluindo a intermediação de equipamentos antidrone para o Comando Vermelho. Curi ressaltou que a participação de TH em audiências públicas sobre segurança era preocupante, dado seu suposto envolvimento com a facção. A defesa de TH classificou as acusações como “absurdas” e alegou que há um movimento de perseguição política contra ele.
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