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Aliados de Bolsonaro afirmam que voto de Fux reforça tese de golpe militar

Supremo Tribunal Federal absolve Jair Bolsonaro de acusações de golpe, enquanto general Braga Netto é condenado por envolvimento no plano.

Ministro Luiz Fux em evento público (Foto: Reprodução)
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  • O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, absolveu Jair Bolsonaro de todas as acusações, incluindo a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
  • O julgamento teve um placar de 2 a 1 pela condenação do general Braga Netto, reforçando a defesa de que os militares seriam os verdadeiros beneficiários de um golpe.
  • A defesa de Bolsonaro, liderada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, alegou que o plano de golpe, chamado Punhal Verde e Amarelo, visava criar um gabinete de crise sob o comando de generais, excluindo Bolsonaro da conspiração.
  • O plano incluía a proposta de assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, e foi impresso no Palácio do Planalto.
  • A investigação da Polícia Federal indicou que o gabinete de crise, formado por Braga Netto e Augusto Heleno, tinha como objetivo assessorar Bolsonaro, mas a defesa sustenta que ele não estava envolvido na trama.

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), absolveu Jair Bolsonaro de todas as acusações que pesavam contra ele, incluindo a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O julgamento, que teve um placar de 2 a 1 pela condenação do general Braga Netto, reforça a defesa de que os militares seriam os verdadeiros beneficiários de um golpe, e não o ex-presidente.

A defesa de Bolsonaro, liderada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, argumentou que o plano de golpe, conhecido como Punhal Verde e Amarelo, visava a criação de um gabinete de crise sob o comando de generais, excluindo Bolsonaro da conspiração. O advogado destacou que, segundo o plano elaborado pelo general Mário Fernandes, Bolsonaro não seria o beneficiado, mas sim uma junta militar que assumiria o governo.

O plano, que previa o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, foi impresso no Palácio do Planalto e gerou grande repercussão. A investigação da Polícia Federal apontou que o gabinete de crise, formado por Braga Netto e Augusto Heleno, tinha como objetivo assessorar Bolsonaro, mas a defesa sustenta que ele não estava envolvido na trama.

A absolvição de Bolsonaro por Fux é vista como um fortalecimento da tese de que os militares, e não o ex-presidente, seriam os principais interessados em um golpe. Essa narrativa foi amplamente divulgada após a entrevista de Bueno, que provocou reações intensas, incluindo a insatisfação de Braga Netto.

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