- Em 1994, o juiz Luiz Fux presidiu a 25ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro e identificou irregularidades na apuração de votos.
- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interveio após a prisão de três conferentes, levando Fux a destituir sessenta responsáveis pela checagem dos votos.
- Fux substituiu os conferentes por dez funcionários de confiança do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) para assegurar a lisura do processo.
- Durante a contagem, foi revelado que um em cada três boletins de urna havia sido alterado, resultando na anulação das eleições para deputados estaduais e federais.
- O TSE acionou o Exército para garantir a segurança da apuração, e os resultados foram anulados em 20 de outubro de 1994, mas revalidados em 1996.
Irregularidades nas Eleições de 1994
Em 1994, o juiz Luiz Fux presidiu a 25ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro e se deparou com diversas irregularidades na apuração de votos. A situação se agravou a ponto de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) intervir no processo.
Após a prisão de três conferentes, Fux destituiu os 60 responsáveis pela checagem dos votos, substituindo-os por dez funcionários de confiança do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). Ele tomou essa decisão para garantir a lisura na apuração, que envolvia mais de 370 mil eleitores.
As fraudes eram comuns durante a contagem dos votos, especialmente na etapa de digitação dos resultados. Fux revelou que um em cada três boletins de urna havia sido alterado, o que atrasou a contagem e levou à anulação dos pleitos para deputados estaduais e federais.
Fraudes e Consequências
Os fraudadores manipulavam os resultados, computando votos para candidatos que, em alguns casos, não tinham recebido quase nenhuma votação. Por exemplo, o candidato Roberto Santos Gaguinho (Prona) teve seus votos alterados de dois para 102 após a digitação. O coronel Heleno Barbosa (PDT) viu seus votos saltarem de três para 93.
A situação se tornou tão crítica que o TSE decidiu intervir, acionando o Exército para garantir a segurança da apuração. Em 20 de outubro de 1994, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) anulou os resultados das eleições, mas em 1996, o TSE revalidou os números.
Fux, que na época era professor de processo civil, destacou que sua ação foi uma obrigação. Ele afirmou que a cultura da fraude era um problema recorrente e que o sistema eleitoral manual facilitava essas práticas. O juiz enfrentou ameaças de morte e precisou de escolta da Polícia Federal para sua segurança.
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