- Desde 2019, os preços de imóveis em Madrid aumentaram 60% e os aluguéis 43%.
- A presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, anunciará novas medidas para o setor habitacional.
- O programa “Mi primera vivienda” será ampliado para pessoas até 50 anos, visando facilitar o acesso a hipotecas.
- O governo planeja construir 30.000 novas residências anualmente e identificar terrenos para novos projetos.
- A oposição critica a eficácia das promessas anteriores, apontando que apenas 4.875 das 25.000 habitações prometidas foram entregues.
Desde 2019, os preços de imóveis em Madrid têm apresentado um aumento alarmante, com o valor por metro quadrado subindo 60% e os aluguéis 43%. A presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, anunciará novas medidas durante o debate sobre o Estado da Região, incluindo a ampliação do programa “Mi primera vivienda” para pessoas até 50 anos. Essa mudança visa atender a um número crescente de famílias que enfrentam dificuldades para obter hipotecas devido ao aumento dos preços.
O governo regional, que vetou a aplicação da lei estatal de habitação, argumenta que a situação exige ações urgentes. A proposta inclui a construção de novas habitações e a identificação de terrenos para novos desenvolvimentos urbanísticos, com a previsão de que, se nada for feito, o solo disponível se esgotará em uma década. O plano é criar 30.000 novas residências anualmente.
Entre as medidas que Ayuso deve apresentar, destaca-se a ampliação do acesso ao programa “Mi primera vivienda”, que atualmente é restrito a solicitantes de até 40 anos. O programa visa facilitar o acesso a hipotecas para imóveis avaliados em até 390.000 euros. Além disso, o governo planeja aumentar a densidade e a área edificável em terrenos destinados a habitação protegida.
Apesar das promessas, a oposição critica a eficácia das iniciativas passadas. Jorge Moruno, deputado de Más Madrid, destaca que não houve melhorias significativas no setor habitacional desde a chegada de Ayuso ao poder. O governo, que prometeu 25.000 novas habitações em 2019, entregou apenas 4.875 até agora, gerando desconfiança sobre a capacidade de cumprir novas promessas.
A situação habitacional em Madrid continua a ser um tema central nas discussões políticas, com a oposição propondo a aplicação da lei de habitação para reduzir os aluguéis e a quitação de dívidas para financiar novos projetos habitacionais. O debate sobre as medidas de Ayuso promete ser acirrado, refletindo a urgência da crise habitacional na capital espanhola.
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