- A Justiça Militar autorizou a soltura de três policiais militares envolvidos no assassinato de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
- Os soldados Julio Cesar Scallet Barbini e Abraão Pereira Santana, além do primeiro-tenente Thiago Maschion Angelim da Silva, responderão ao processo em liberdade.
- Doze policiais permanecem presos, enfrentando acusações de organização criminosa armada, falsidade ideológica e atos de violência.
- Gritzbach, delator do PCC, foi executado após anos de ameaças e sua delação envolveu nomes de dirigentes de empresas ligadas ao futebol.
- O julgamento avança com a apresentação de testemunhas de defesa, após cinco depoimentos da acusação.
A Justiça Militar autorizou a soltura de três policiais militares envolvidos no caso do assassinato de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC, ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A decisão foi tomada em audiência realizada na quarta-feira, 10 de outubro. Os soldados Julio Cesar Scallet Barbini e Abraão Pereira Santana, além do primeiro-tenente Thiago Maschion Angelim da Silva, foram beneficiados e responderão ao processo em liberdade.
Os demais 12 policiais continuam presos, enfrentando acusações que incluem organização criminosa armada, falsidade ideológica e participação em atos de violência. Entre os denunciados estão tenentes e cabos da corporação, como Fernando Genauro da Silva e Giovanni de Oliveira, além de soldados como Ruan Silva Rodrigues e Samuel Tillvitz da Luz. A maioria é acusada de integrar ou promover um grupo criminoso.
Contexto do Crime
Gritzbach, de 38 anos, foi executado a tiros no aeroporto após anos de ameaças da facção. Ele acumulou patrimônio no setor imobiliário e atuou no mercado de criptomoedas, onde a polícia investiga um suposto desvio de R$ 100 milhões que teria gerado conflitos com o PCC. Natural de São Paulo, Gritzbach começou como corretor e se destacou na Porte Engenharia, onde ascendeu rapidamente.
Em 2021, ele foi responsabilizado pela morte de um membro do PCC, conhecido como Cara Preta, e, em 2023, rompeu com a facção ao colaborar com as autoridades. Sua delação incluiu menções a dirigentes de empresas ligadas ao futebol como aliados do crime organizado. O julgamento avança com a apresentação de testemunhas de defesa, após cinco depoimentos da acusação.
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