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Justiça Militar solta três policiais acusados de envolvimento em assassinato

Três policiais militares são soltos após audiência sobre o assassinato de delator do PCC, enquanto doze continuam presos e respondem a acusações.

Vinícius Gritzbach durante reunião com o Ministério Público em julho de 2024 (Foto: Reprodução)
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  • A Justiça Militar autorizou a soltura de três policiais militares envolvidos no assassinato de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
  • Os soldados Julio Cesar Scallet Barbini e Abraão Pereira Santana, além do primeiro-tenente Thiago Maschion Angelim da Silva, responderão ao processo em liberdade.
  • Doze policiais permanecem presos, enfrentando acusações de organização criminosa armada, falsidade ideológica e atos de violência.
  • Gritzbach, delator do PCC, foi executado após anos de ameaças e sua delação envolveu nomes de dirigentes de empresas ligadas ao futebol.
  • O julgamento avança com a apresentação de testemunhas de defesa, após cinco depoimentos da acusação.

A Justiça Militar autorizou a soltura de três policiais militares envolvidos no caso do assassinato de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC, ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A decisão foi tomada em audiência realizada na quarta-feira, 10 de outubro. Os soldados Julio Cesar Scallet Barbini e Abraão Pereira Santana, além do primeiro-tenente Thiago Maschion Angelim da Silva, foram beneficiados e responderão ao processo em liberdade.

Os demais 12 policiais continuam presos, enfrentando acusações que incluem organização criminosa armada, falsidade ideológica e participação em atos de violência. Entre os denunciados estão tenentes e cabos da corporação, como Fernando Genauro da Silva e Giovanni de Oliveira, além de soldados como Ruan Silva Rodrigues e Samuel Tillvitz da Luz. A maioria é acusada de integrar ou promover um grupo criminoso.

Contexto do Crime

Gritzbach, de 38 anos, foi executado a tiros no aeroporto após anos de ameaças da facção. Ele acumulou patrimônio no setor imobiliário e atuou no mercado de criptomoedas, onde a polícia investiga um suposto desvio de R$ 100 milhões que teria gerado conflitos com o PCC. Natural de São Paulo, Gritzbach começou como corretor e se destacou na Porte Engenharia, onde ascendeu rapidamente.

Em 2021, ele foi responsabilizado pela morte de um membro do PCC, conhecido como Cara Preta, e, em 2023, rompeu com a facção ao colaborar com as autoridades. Sua delação incluiu menções a dirigentes de empresas ligadas ao futebol como aliados do crime organizado. O julgamento avança com a apresentação de testemunhas de defesa, após cinco depoimentos da acusação.

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