- O julgamento da trama golpista na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ocorreu em dez de setembro de dois mil e vinte e cinco.
- O voto do ministro Luiz Fux durou mais de oito horas, superando a expectativa inicial de quatro horas.
- O clima no plenário variou entre concentração e descontração, com alguns ministros demonstrando cansaço.
- Fux dividiu seu voto em análises preliminares, explicações teóricas sobre os crimes e individualização das condutas dos réus.
- O voto de Fux é um dos mais longos da história do STF, superando o recorde anterior de seis horas e meia do ministro aposentado Celso de Mello.
BRASÍLIA – O julgamento da trama golpista na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos contornos nesta quarta-feira, 10, com o voto do ministro Luiz Fux, que se estendeu por mais de 8 horas. A expectativa inicial era de que a sessão durasse cerca de 4 horas, mas a complexidade da fundamentação exigiu uma sessão extraordinária.
Durante a apresentação, o clima no plenário oscilou entre concentração e descontração. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes foram flagrados demonstrando sinais de cansaço, com Gonet se ausentando por mais de 10 minutos. Fux, que havia alertado sobre a extensão de seu voto, dividiu sua explanação em análises preliminares, explicações teóricas sobre os crimes e a individualização das condutas dos réus.
Clima no Plenário
Os ministros, inicialmente atentos, começaram a se distrair à medida que o tempo avançava. Cármen Lúcia e Flávio Dino tomavam notas, mas, após o almoço, alguns magistrados foram vistos mexendo no celular e tomando café. O presidente da Turma, Cristiano Zanin, mantinha o olhar entre o notebook e Fux, que se mostrava focado em sua argumentação.
A sessão foi marcada por momentos de leveza, como interações informais entre os ministros. Durante uma pausa, Fux fez uma referência à palavra “vista”, gerando burburinho no plenário sobre uma possível suspensão do julgamento. O dia, que começou com grande expectativa, revelou-se um verdadeiro teste de resistência para todos os presentes.
Voto Extenso e Impacto
O voto de Fux, que superou o tempo do relator Alexandre de Moraes, é considerado um dos mais longos da história do STF. O recorde anterior pertencia ao ministro aposentado Celso de Mello, que votou por seis horas e meia em 2019. A profundidade e a extensão das argumentações de Fux chamaram a atenção, destacando a importância do julgamento em questão.
O ambiente no plenário, embora tenso, foi aliviado por momentos de descontração, como a visita do presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e do vice-presidente, Edson Fachin, que trouxeram um ar de apoio ao processo. O dia, marcado por um intenso trabalho, reflete a seriedade e a relevância do julgamento em curso.
Entre na conversa da comunidade