- A gestão de Ricardo Nunes (MDB) pode vetar emendas ao projeto de venda de ruas em bairros nobres de São Paulo.
- O veto se concentrará em emendas que envolvem ruas usadas como acesso a residências, sem a concordância dos moradores.
- A carta de lei sobre o projeto deve ser enviada ao Município em breve, permitindo um prazo de 15 dias para sanções e vetos.
- Entre as emendas afetadas está a que envolve a Rua América Central, em Santo Amaro, que possui imóveis residenciais.
- O projeto inclui a venda da Travessa Engenheiro Antônio de Souza Barros Júnior, avaliada em R$ 16,6 milhões, com interesse da incorporadora Helbor.
A gestão de Ricardo Nunes (MDB) sinalizou que poderá vetar emendas ao projeto que permite a venda de ruas em bairros nobres de São Paulo. A decisão deve ocorrer após a análise da carta de lei, que será enviada ao Município em breve. A Prefeitura informou que emendas que envolvem ruas utilizadas como acesso a residências, sem a concordância dos moradores, serão vetadas.
Entre as emendas que podem ser afetadas está a que envolve uma viela e um trecho da Rua América Central, no distrito de Santo Amaro, onde existem imóveis residenciais. A proposta original, que visa a privatização de ruas, foi enviada à Câmara após a Comissão do Patrimônio Imobiliário do Município aprovar a venda. A expectativa é que a carta de lei chegue ainda esta semana, permitindo que o Município tenha 15 dias para sanções e vetos.
O projeto inclui a Travessa Engenheiro Antônio de Souza Barros Júnior, localizada entre a Avenida Nove de Julho e a Rua Pamplona, com um valor estimado de venda de R$ 16,6 milhões. A incorporadora Helbor manifestou interesse em adquirir a travessa para um empreendimento de alto padrão, considerando a área como uma joia do seu portfólio. A travessa, que possui 647 m², era acesso a uma vila que foi parcialmente demolida.
Além disso, outras emendas aprovadas abrangem áreas valorizadas, como uma rua próxima ao antigo Eataly e um terreno na Avenida Brigadeiro Faria Lima. A venda de ruas é necessária devido à legislação que proíbe a alienação de bens de uso comum, exigindo a transformação em “bem dominial”. A gestão Nunes já demonstrou intenção de sancionar a proposta original, o que pode acelerar o processo de venda.
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