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Rapper Oruam compõe álbum na prisão enquanto defesa denuncia perseguição policial

Juízes do TJ-RJ negam liberdade ao rapper Oruam, que aguarda julgamento de habeas corpus após acusações graves e vídeo desafiador

Rapper Oruam chega para entregar-se à Polícia Civil no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
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  • O rapper Oruam está preso há quase dois meses, enfrentando acusações de tentativa de homicídio e tráfico de drogas.
  • A defesa alega que a prisão é resultado de perseguição policial devido à sua filiação familiar e planeja recorrer ao Superior Tribunal de Justiça.
  • Juízes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negaram a liberdade de Oruam, citando a gravidade das acusações e um vídeo em que ele desafia policiais.
  • O rapper, de 25 anos, está detido no Complexo Penitenciário de Gericinó e compõe um novo álbum sobre encarceramento e perseguição policial.
  • A defesa contesta a legalidade do inquérito e a acusação de tentativa de homicídio, alegando que a abordagem policial foi inadequada.

O rapper Oruam, preso há quase dois meses, enfrenta graves acusações de tentativa de homicídio e tráfico de drogas. A defesa do artista, que alega perseguição policial devido à sua filiação familiar, planeja recorrer ao Superior Tribunal de Justiça após a negativa de liberdade pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Recentemente, juízes do TJ-RJ decidiram manter a prisão de Oruam, citando a gravidade das acusações e um vídeo em que ele desafia policiais. O rapper, de 25 anos, está detido no Complexo Penitenciário de Gericinó e, após dez dias em isolamento, foi transferido para uma cela coletiva. Ele tem utilizado o tempo na prisão para compor um novo álbum, abordando temas como encarceramento e perseguição policial.

A defesa de Oruam, liderada pelo advogado Nilo Batista, argumenta que a prisão é baseada em inconsistências. Eles contestam a acusação de tentativa de homicídio, afirmando que as pedras arremessadas durante a abordagem policial foram uma reação defensiva a uma agressão do delegado Moysés Santana Gomes. O advogado destaca que a abordagem policial foi inadequada, ocorrendo em uma hora imprópria e com viaturas não identificadas.

Os advogados também questionam a legalidade do inquérito, que foi instaurado fora da jurisdição e sem provas concretas de tráfico de drogas. A Polícia Civil, por sua vez, defende sua atuação, afirmando que Oruam e seus amigos atacaram os policiais, o que justificaria a ação da equipe. A situação se complica ainda mais com a alegação de que Oruam é alvo de uma antiga perseguição devido à sua relação familiar com um líder do Comando Vermelho.

A defesa aguarda a apreciação de um habeas corpus, enquanto Oruam lida com a angústia de estar afastado do público. Amigos e familiares têm demonstrado apoio, mas a pressão sobre o rapper aumenta à medida que as acusações se desenrolam.

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