- O senador licenciado Marcos do Val se encontrou com o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, para sugerir que ele votasse contra a condenação de Jair Bolsonaro na ação penal relacionada ao golpe de 2022.
- A reunião ocorreu em agosto e foi divulgada nas redes sociais em dez de agosto, mas a postagem foi apagada horas depois.
- Do Val alertou Fux sobre as sanções dos Estados Unidos, que já afetaram ministros da Corte, incluindo a revogação de vistos.
- Fux divergiu da posição do relator da ação, Alexandre de Moraes, e votou pela absolvição de Bolsonaro em relação à acusação de organização criminosa.
- O senador também enfrentou uma operação da Polícia Federal por descumprir uma decisão judicial, resultando no uso de tornozeleira eletrônica, medida que foi posteriormente revogada pelo Supremo Tribunal Federal.
O senador licenciado Marcos do Val (Podemos-ES) revelou ter se encontrado com o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, para sugerir que ele votasse contra a condenação de Jair Bolsonaro (PL) na ação penal relacionada ao golpe de 2022. A declaração foi feita nas redes sociais na quarta-feira, 10, e apagada horas depois. Durante a reunião, Do Val teria alertado Fux sobre as sanções dos Estados Unidos, que já afetaram ministros da Corte, incluindo a revogação de vistos.
Na gravação divulgada pela coluna Radar, Do Val afirmou que recomendou a Fux uma posição divergente na Primeira Turma do STF. O senador argumentou que essa estratégia poderia evitar que o nome do ministro entrasse na lista de sanções dos EUA. O governo Trump já impôs punições a autoridades brasileiras, e o relator da ação, Alexandre de Moraes, foi alvo da Lei Magnitsky.
Fux, ao iniciar a leitura do seu voto, divergiu da posição de Moraes e votou pela absolvição de Bolsonaro em relação à acusação de organização criminosa. O ministro indicou a inadmissibilidade da ação por considerá-la inadequada para o Supremo. Do Val, sem apresentar provas, alegou ter discutido o assunto com a equipe do governo norte-americano durante uma viagem aos EUA em julho, mesmo após uma decisão de Moraes que havia retido seu passaporte.
O senador também enfrentou uma operação da Polícia Federal por descumprir a decisão judicial, resultando no uso de tornozeleira eletrônica, medida que foi posteriormente revogada pelo STF. A situação em torno do ex-presidente Bolsonaro e as sanções internacionais continuam a gerar desdobramentos significativos no cenário político brasileiro.
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