- Três senadores republicanos, Charles Grassley, Josh Hawley e Marsha Blackburn, enviaram uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, pedindo esclarecimentos sobre falhas de segurança no WhatsApp.
- As denúncias foram feitas por um ex-chefe de segurança do aplicativo, Attaullah Baig, que afirmou que milhares de funcionários tinham acesso indevido a dados sensíveis de usuários.
- Os senadores questionam se a Meta violou um acordo com a Comissão Federal de Comércio (FTC) ao não informar sobre as vulnerabilidades de segurança.
- Baig processou a Meta, alegando que a empresa ignorou alertas sobre riscos de um “ataque de grande escala” que poderia comprometer dados de seus 3 bilhões de usuários.
- A Meta refutou as acusações, afirmando que possui sistemas para proteger as informações dos usuários e que esses sistemas estão em constante aprimoramento.
Três senadores republicanos, Charles Grassley, Josh Hawley e Marsha Blackburn, enviaram uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, solicitando esclarecimentos sobre denúncias de falhas de segurança no WhatsApp. As alegações foram feitas por um ex-chefe de segurança do aplicativo, que afirmou que milhares de funcionários tinham acesso indevido a dados sensíveis de usuários.
Na correspondência, os senadores questionam se a Meta violou um acordo com a Comissão Federal de Comércio (FTC) ao não informar sobre as vulnerabilidades de segurança. O ex-chefe de segurança, Attaullah Baig, processou a Meta, alegando que a empresa ignorou alertas sobre riscos de um “ataque de grande escala” que poderia comprometer dados de seus 3 bilhões de usuários.
A Meta refutou as acusações, classificando-as como desatualizadas e distorcidas. O porta-voz da empresa, Andy Stone, afirmou que o WhatsApp possui sistemas internos para proteger as informações dos usuários e que esses sistemas estão em constante aprimoramento. Baig, que foi demitido em fevereiro, alegou que não pôde implementar correções necessárias e que alertou a liderança da Meta sobre as falhas.
Contexto de Críticas
A Meta já enfrentou críticas significativas relacionadas à privacidade, incluindo um acordo de US$ 5 bilhões com a FTC após o escândalo da Cambridge Analytica. Os senadores também mencionaram novos documentos de uma ex-executiva da Meta, Sarah Wynn-Williams, que revelam planos da empresa para se reunir com autoridades do Partido Comunista Chinês em 2017, apesar dos riscos associados.
Além disso, a subcomissão do Senado sobre privacidade e tecnologia realizou uma audiência onde ex-pesquisadores da Meta testemunharam que a empresa suprimia informações sobre assédio a crianças em sua plataforma de realidade virtual. Os senadores pediram que Zuckerberg fornecesse registros sobre um documento de 2015 que discutia a criação de uma versão censurada do Facebook na China, conhecida como “Projeto Aldrin”.
A Meta, que controla também o Facebook e o Instagram, continua a enfrentar um intenso escrutínio sobre suas práticas de segurança e privacidade, enquanto os senadores buscam respostas sobre a proteção dos dados dos usuários.
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