- O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus estão sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por atos relacionados aos eventos de 8 de Janeiro.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, planeja retomar a campanha pela anistia a Bolsonaro após o julgamento, motivado pelo voto do ministro Luiz Fux, que se opôs à condenação do ex-presidente.
- Tarcísio, com apoio do Centrão, busca articular a votação de um projeto de anistia e se reunirá com aliados em Brasília no dia quinze.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já se manifestou contra a anistia e deve apresentar uma proposta alternativa para reduzir penas de condenados por delitos de multidão.
- O governo federal considera o voto de Fux um “escândalo” e ministros do Partido dos Trabalhadores (PT) expressaram descontentamento com a postura do ministro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus estão sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação nos atos de 8 de Janeiro. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, planeja retomar a campanha pela anistia a Bolsonaro após o término do julgamento, motivado pelo voto do ministro Luiz Fux, que se opôs à condenação do ex-presidente.
Tarcísio, que conta com o apoio do Centrão, pretende articular a votação do projeto de anistia ao ex-presidente e aos envolvidos nos eventos de 8 de Janeiro. O governador se reunirá com aliados em Brasília na próxima segunda-feira, 15, e busca a aprovação de um perdão amplo. O voto de Fux, que defendeu a nulidade da ação penal contra Bolsonaro, animou os defensores da anistia, apesar de a divergência na Corte provavelmente não mudar o resultado final do julgamento.
Articulações Políticas
O governador também planeja dialogar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que já se manifestou contra a pauta de anistia. Alcolumbre deve apresentar uma proposta alternativa que visa reduzir penas para condenados por delitos de multidão. O líder da Minoria no Senado, Rogério Marinho, criticou a proposta, afirmando que a interferência do STF no Congresso é anormal.
Aliados de Bolsonaro afirmam que as mensagens enviadas por magistrados como Alexandre de Moraes e Flávio Dino sobre a inconstitucionalidade do projeto de anistia têm dificultado a ação do presidente da Câmara, Hugo Motta. Pressionado, Motta optou por adiar a votação da proposta do PL, que busca o perdão a todos os acusados de atos antidemocráticos desde 2019.
Reações e Expectativas
Durante um ato em São Paulo, Tarcísio criticou Moraes, chamando-o de “ditador” e expressando descontentamento com a situação política atual. No entanto, esse discurso pode ter fechado portas para o governador junto ao STF, onde ele tradicionalmente manteve boas relações. Interlocutores de Tarcísio indicam que ele pretende fazer novos acenos à Corte para buscar um entendimento.
Nos bastidores, o governo federal considera o voto de Fux um “escândalo”, que contraria suas posições em julgamentos anteriores. Ministros do PT comentaram que Fux se comportou como advogado de Bolsonaro, gerando descontentamento entre os petistas. O veredicto final sobre as penas dos réus está previsto para ser anunciado na sexta-feira, 12.
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