- A ministra Cármen Lúcia votou pela condenação de Jair Bolsonaro como líder de organização criminosa na Ação Penal 2668.
- Seu voto formou a maioria no Supremo Tribunal Federal (STF) e contraria a decisão do ministro Luiz Fux, que havia absolvido o ex-presidente.
- Durante o julgamento, Cármen Lúcia apresentou vídeos com ameaças de Bolsonaro a ministros e instituições, reforçando a narrativa de crimes contra a democracia.
- O decano do STF, Gilmar Mendes, participou do plenário, e o clima entre os ministros foi marcado por ironias e discordâncias.
- Cármen Lúcia reconheceu a liderança de Bolsonaro antes de analisar a conduta dos outros réus, quebrando o impacto do voto de Fux.
A ministra Cármen Lúcia votou a favor da condenação de Jair Bolsonaro como líder de organização criminosa na Ação Penal 2668, formando a maioria no Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento, que já havia gerado polêmica, ganhou novos contornos após seu voto, que se opôs ao de Luiz Fux, que havia absolvido o ex-presidente e outros réus.
Durante seu voto, Cármen Lúcia fez referências diretas ao voto de Fux, que durou mais de 13 horas e não permitiu apartes dos colegas. A ministra apresentou vídeos com declarações de Bolsonaro que continham ameaças a ministros e instituições, reforçando a narrativa de crimes contra a democracia. Esse ato foi visto como uma resposta ao isolamento que Fux enfrentou após sua decisão controversa.
O decano do STF, Gilmar Mendes, também esteve presente no plenário da Primeira Turma, o que foi considerado inédito. O clima entre os ministros foi marcado por ironias e jograis, evidenciando a discordância em relação ao tratamento da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Cármen Lúcia reconheceu a liderança de Bolsonaro e a prática de crimes antes de analisar a conduta dos outros réus. Com isso, ela não apenas formou a maioria pela condenação do ex-presidente, mas também quebrou o impacto do voto de Fux, que havia mobilizado bolsonaristas nas redes sociais e no Congresso.
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