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China e Rússia dominam a corrida por mísseis hipersônicos avançados

China e Rússia avançam em armas hipersônicas, enquanto EUA tentam recuperar atraso no desenvolvimento dessa tecnologia militar crítica

O YJ-19, primeiro míssil de cruzeiro hipersônico operacional da China, é exibido durante um desfile militar na Praça Tiananmen, em Pequim, no dia 3 de setembro (Foto: Reprodução)
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  • Os Estados Unidos enfrentam desafios com o avanço das armas hipersônicas da China e da Rússia.
  • A China apresentou mísseis hipersônicos anti-navio em um desfile militar, indicando riscos para porta-aviões americanos.
  • A Rússia desenvolve mísseis como o Avangard e o Zircon, mas enfrenta dificuldades de eficácia, com relatos de interceptações na Ucrânia.
  • Os EUA estão atrasados no desenvolvimento de suas armas hipersônicas, mas planejam lançar o programa Dark Eagle até o final do ano.
  • Especialistas afirmam que, apesar dos atrasos, a superioridade da frota de porta-aviões dos EUA pode mitigar a situação.

Os Estados Unidos enfrentam um crescente desafio militar com o avanço das armas hipersônicas, especialmente da China e da Rússia. Recentemente, durante um desfile militar em comemoração ao fim da Segunda Guerra Mundial no Pacífico, a China apresentou seus mísseis hipersônicos anti-navio, sinalizando que os porta-aviões americanos, avaliados em US$ 13 bilhões, podem estar em risco em um possível conflito.

A Rússia também está investindo em tecnologia hipersônica, desenvolvendo mísseis como o Avangard e o Zircon, que se destacam pela velocidade e manobrabilidade. Apesar das promessas de eficácia, a realidade tem mostrado que a Rússia enfrenta dificuldades, com relatos de que a Ucrânia conseguiu interceptar diversos desses mísseis.

Enquanto isso, os EUA estão atrasados no desenvolvimento de suas próprias armas hipersônicas. Especialistas, como Tom Karako, do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, afirmam que, embora os Estados Unidos tenham perdido tempo focando em contraterros, estão começando a recuperar o atraso. O país planeja lançar o Dark Eagle, um programa de hipersônicos do Exército, até o final deste ano.

Avanços e Desafios

Os mísseis hipersônicos, que viajam a mais de cinco vezes a velocidade do som, representam um desafio significativo para os sistemas de defesa. A China, por exemplo, tem investido fortemente em testes, realizando 20 vezes mais testes hipersônicos do que os EUA na última década. Os mísseis apresentados, como o YJ-17, 19 e 20, são projetados para atingir alvos de alto valor, como navios de guerra.

A Rússia, por sua vez, tem enfrentado críticas sobre a eficácia de suas armas hipersônicas. Apesar de Vladimir Putin ter declarado que o Kinzhal é “invencível”, a Ucrânia relatou ter derrubado uma quantidade significativa desses mísseis. Isso levanta questões sobre a real capacidade de combate dessas tecnologias.

Perspectivas Futuras

Os programas de hipersônicos dos EUA, como o Air-Launched Rapid Response Weapon e o Hypersonic Attack Cruise Missile, também enfrentam atrasos. A Força Aérea espera iniciar a produção do ARRW em 2026 e do HACM em 2027. Apesar do atraso, analistas como Todd Harrison, do American Enterprise Institute, afirmam que a situação pode não ser tão crítica, já que os EUA possuem uma frota de porta-aviões superior à da China.

O governo americano, sob a administração de Donald Trump, expressou interesse em fechar a lacuna hipersônica, considerando essas armas essenciais para a segurança nacional. Contudo, a velocidade com que essa lacuna será fechada permanece incerta, com poucos sinais de que investimentos significativos tenham sido direcionados para essa área até o momento.

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