- O ministro da Justiça, Flávio Dino, criticou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, por relativizar a violência dos atos golpistas de manifestantes bolsonaristas.
- Dino lembrou que os manifestantes romperam o cerco policial com força para chegar à Praça dos Três Poderes em setembro de 2021.
- Na ocasião, aproximadamente 850 mil pessoas estavam presentes, convocadas por Jair Bolsonaro.
- Fux, que presidia o STF, havia expressado preocupação com a segurança da Corte, mas afirmou que “não aconteceu absolutamente nada” durante os eventos.
- Dino destacou que não é possível romper um cerco policial sem o uso de força e fez referência à invasão do Capitólio nos Estados Unidos como um alerta para a segurança em eventos semelhantes no Brasil.
Após Luiz Fux relativizar a gravidade dos atos golpistas em seu voto no julgamento da trama relacionada aos manifestantes bolsonaristas, o ministro da Justiça, Flávio Dino, fez críticas contundentes. Em um post no Instagram, Dino lembrou que os manifestantes conseguiram chegar à Praça dos Três Poderes em setembro de 2021 após romperem o cerco policial com violência.
Na ocasião, cerca de 850 mil pessoas estavam presentes, convocadas por Jair Bolsonaro, e Fux presidia o STF, demonstrando preocupação com a segurança da Corte. Dino questionou Fux sobre sua permanência no Supremo naquela noite, ao que o colega respondeu que “não aconteceu absolutamente nada”. Dino, então, enfatizou que a chegada dos manifestantes à praça foi resultado de uma confrontação física com a polícia.
Críticas à Relativização da Violência
Dino destacou que não há como romper um cerco policial sem o uso de força. Ele afirmou que, na literatura, não existem exemplos de manifestantes que se aproximam da polícia com flores e chocolates. O ministro também recordou que, meses antes, houve a invasão do Capitólio nos Estados Unidos, o que aumentou a tensão e a vigilância em torno de eventos semelhantes no Brasil.
A discussão sobre a segurança do STF e a natureza dos atos golpistas continua a ser um tema central no julgamento, refletindo a preocupação com a integridade das instituições democráticas. A troca de farpas entre os ministros evidencia a complexidade do cenário político atual e a necessidade de um debate mais profundo sobre a violência nas manifestações.
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