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EUA expressam preocupação militar, mas julgamento de Bolsonaro permanece inalterado

Celso Amorim critica declaração de Trump sobre resposta militar ao Brasil e destaca aproximação com China e França em meio a tensões.

Lula e Celso Amorim durante visita do presidente da Argentina, Alberto Fernández (Foto: Reprodução)
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  • O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a declaração do governo de Donald Trump sobre uma possível resposta militar ao Brasil.
  • A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os Estados Unidos estão dispostos a “usar meios militares” para “proteger a liberdade de expressão” em relação ao julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal.
  • Amorim considerou a declaração uma tentativa ineficaz de pressão sobre o judiciário brasileiro e destacou a dificuldade em distinguir entre bravata e ameaça.
  • Ele alertou que as ameaças não favorecem um ambiente de negociação e mencionou a possibilidade de novas sanções dos EUA caso Bolsonaro seja condenado.
  • Amorim também ressaltou a aproximação do Brasil com países como China e França, além de criticar a presença militar dos EUA no Caribe.

O embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, expressou preocupação com a recente declaração do governo de Donald Trump sobre uma possível resposta militar ao Brasil. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os EUA estão dispostos a “usar meios militares” para “proteger a liberdade de expressão”, em referência ao julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Amorim, em entrevista à GloboNews, classificou a declaração como uma tentativa ineficaz de pressão sobre o judiciário brasileiro, que analisa a conduta de Bolsonaro e outros réus em um caso de tentativa de golpe de Estado. Ele ressaltou que é difícil discernir entre “bravata ou ameaça” nas palavras do governo americano.

Relações Brasil-EUA

A relação entre Brasil e Estados Unidos já era tensa, especialmente com a administração Trump. Amorim destacou que as ameaças não favorecem um ambiente de negociação. O governo brasileiro não descarta a possibilidade de novas sanções por parte dos EUA caso a condenação de Bolsonaro se concretize, mas o embaixador acredita que tais medidas seriam prejudiciais à economia americana.

Aproximação com a China

Amorim também mencionou que as ações de Trump estão aproximando o Brasil de outras nações, como China e França, para desenvolver projetos conjuntos. Recentemente, ele esteve em Pequim para as celebrações dos 80 anos da vitória da China sobre o Japão, onde discutiu a cooperação militar entre os dois países.

Além disso, o embaixador criticou a movimentação de navios americanos no mar do Caribe, perto da costa da Venezuela, afirmando que a presença militar dos EUA na região é “inadmissível”. Ele também alertou sobre a crescente tensão no Leste Europeu, destacando que o mundo enfrenta um dos momentos mais delicados desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

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