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Supremo Tribunal Federal condena Jair Bolsonaro e outros sete réus por crimes relacionados ao golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023

Zanin é presidente da Primeira Turma do STF, que julgou Bolsonaro e seus aliados pela trama golpista (Foto: Reprodução)
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro e sete réus foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
  • O julgamento ocorreu em 11 de setembro de 2025, com um placar de 4 a 1.
  • O ministro Cristiano Zanin afirmou que Bolsonaro era o líder da organização criminosa.
  • Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia formaram a maioria, enquanto Luiz Fux divergiu, defendendo a absolvição de alguns réus.
  • As penas ainda não foram definidas e as provas incluíram documentos, gravações e depoimentos de testemunhas.

O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. O julgamento, realizado na quinta-feira, 11, teve um placar de 4 a 1, com o ministro Cristiano Zanin afirmando que Bolsonaro era o líder da organização criminosa.

Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia completaram a maioria, enquanto Luiz Fux foi o único a divergir, defendendo a absolvição de boa parte dos réus. As penas ainda não foram definidas. Além de Bolsonaro, foram condenados Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Alexandre Ramagem, Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier e Mauro Cid.

Acusações e Provas

Zanin destacou que Bolsonaro tinha uma “posição de comando” e era o maior beneficiário do golpe. O ministro argumentou que os discursos do ex-presidente contra as urnas e o Judiciário estavam diretamente ligados à incitação de ações violentas. Ele também mencionou a apresentação de uma “minuta de golpe” aos comandantes das Forças Armadas como um ato efetivo de conspiração.

As provas analisadas incluíram documentos, gravações de reuniões e depoimentos de testemunhas, como ex-comandantes do Exército. O julgamento considerou ações que se estenderam desde 2021 até os eventos de janeiro de 2023, revelando uma estratégia de desestabilização das instituições democráticas.

Marco Histórico

Este julgamento é inédito, sendo a primeira vez que um ex-presidente e altos oficiais das Forças Armadas são responsabilizados judicialmente por atentados à democracia no Brasil. Os crimes imputados estão previstos na Lei nº 14.197, que foi sancionada por Bolsonaro. A decisão do STF representa um passo significativo nas investigações sobre as tentativas de desestabilização do governo e a proteção do Estado democrático de Direito.

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