- O Palácio Itamaraty respondeu às críticas do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
- O Itamaraty afirmou que o Judiciário brasileiro atuou com independência e que os acusados tiveram amplo direito de defesa.
- Rubio chamou o julgamento de “caça às bruxas” e insinuou novas sanções ao Brasil, criticando o ministro Alexandre de Moraes.
- O governo brasileiro reafirmou seu compromisso com a soberania nacional e a defesa da democracia, desconsiderando as pressões externas.
O Palácio Itamaraty se manifestou nesta quinta-feira, 11, em resposta às críticas do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. A condenação, imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), resultou em uma pena de 27 anos e três meses de prisão.
O Itamaraty destacou que o Judiciário brasileiro atuou com independência, conforme a Constituição de 1988, e que os acusados tiveram amplo direito de defesa. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que “as instituições democráticas brasileiras deram sua resposta ao golpismo” e que não aceitará interferências externas.
Rubio, que se referiu ao julgamento como uma “caça às bruxas”, insinuou que os EUA poderiam impor novas sanções ao Brasil. Ele criticou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, chamando-o de “violador de direitos humanos”. O Itamaraty, por sua vez, reafirmou seu compromisso com a soberania nacional e a defesa da democracia.
A repercussão internacional da condenação de Bolsonaro foi significativa, com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, expressando surpresa com o resultado do julgamento. A condenação de Bolsonaro, a primeira de um ex-presidente brasileiro por tentativa de golpe, gerou reações tanto no Brasil quanto no exterior, com analistas prevendo possíveis novas sanções dos EUA.
Desde julho, os EUA já impuseram sanções a Moraes, bloqueando bens e empresas nos EUA, e o Brasil enfrenta tarifas comerciais elevadas sobre parte de suas exportações. O governo brasileiro continua firme em sua posição, desconsiderando as pressões externas e reafirmando a autonomia do Judiciário.
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