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Justiça pune ex-assessor da Alesp por abuso sexual contra adolescente de 14 anos

Andocides Gomes Bezerra é condenado a 10 anos e 10 meses de prisão por abuso sexual de menor e deve pagar R$ 50 mil à vítima

Perfil de Andocides Bezerra nas redes sociais (Foto: Reprodução)
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  • Andocides Gomes Bezerra, publicitário de 55 anos, foi condenado a 10 anos, 10 meses e 20 dias de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável.
  • O crime ocorreu em 2015, envolvendo uma menor de 14 anos, que era colega de trabalho da mãe do réu.
  • A sentença foi proferida pelo juiz Fernando Oliveira Camargo, que também determinou uma indenização de R$ 50 mil à vítima.
  • Os abusos ocorreram em São Paulo e em Peruíbe, e a defesa alegou insuficiência probatória, mas o pedido de desclassificação do crime foi rejeitado.
  • A defesa já recorreu da decisão, que será analisada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A Justiça de São Paulo condenou Andocides Gomes Bezerra, publicitário de 55 anos e ex-servidor público, a 10 anos, 10 meses e 20 dias de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável. O crime ocorreu em 2015, quando a vítima, uma menor de 14 anos, era colega de trabalho da mãe do réu. A sentença foi proferida pelo juiz Fernando Oliveira Camargo, que também determinou uma indenização de R$ 50 mil à vítima.

Os abusos, conforme a decisão judicial, ocorreram em 16 de fevereiro e em um fim de semana de abril do mesmo ano, em São Paulo e em Peruíbe, litoral paulista. A relação de amizade entre as famílias facilitou a convivência, o que foi destacado na sentença. Durante uma visita ao apartamento do réu, a vítima relatou que ele abusou dela enquanto assistia televisão com seu filho.

Testemunhas notaram mudanças de comportamento na menina após os episódios, afirmando que ela “não parecia mais a mesma criança”. O juiz considerou os relatos da vítima e das testemunhas consistentes e detalhados, ressaltando que o consentimento da menor é juridicamente irrelevante. A defesa de Bezerra alegou “insuficiência probatória” e pediu a desclassificação do crime para “importunação sexual”, mas os argumentos foram rejeitados.

Após a condenação, a defesa apresentou apelação, que será analisada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. Até o momento, a defesa não se manifestou publicamente sobre o caso.

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