- O ex-presidente Jair Bolsonaro foi julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta participação em uma trama golpista.
- A maioria dos ministros votou pela condenação, com placar final de quatro votos a um.
- O ministro Luiz Fux foi o único a votar pela absolvição, com um voto que durou treze horas.
- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fez uma ironia sobre Fux durante um evento, elogiando o ministro da Educação, Camilo Santana.
- Bolsonaro está em prisão domiciliar, sob monitoramento eletrônico, e a leitura da sentença deve ser concluída até sexta-feira, 12 de outubro.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi julgado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por sua suposta participação em uma trama golpista, com a maioria dos ministros votando pela condenação. O placar final foi de 4 votos a 1, com o ministro Luiz Fux sendo o único a votar pela absolvição. O voto de Fux se estendeu por 13 horas e, segundo analistas, divergiu de decisões anteriores do magistrado.
Durante um evento no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma ironia sobre Fux, elogiando o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), por seu trabalho na aprovação de uma nova carteira profissional para professores. Lula não mencionou diretamente o voto de Fux, mas sua fala provocou risos na plateia.
A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro e outros sete réus por todos os crimes acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A leitura da sentença e a definição das penas devem ser concluídas até esta sexta-feira, 12 de outubro. Mesmo com a condenação, a prisão não é imediata, pois os advogados podem recorrer, e a pena só será cumprida após o esgotamento dos recursos.
Atualmente, Bolsonaro está em prisão domiciliar, sob monitoramento eletrônico e vigilância policial, após o ministro Alexandre de Moraes considerar que havia risco de fuga. A situação do ex-presidente gerou discussões entre parlamentares da oposição, que veem no voto de Fux um argumento para impulsionar um projeto de anistia no Congresso Nacional.
Lula, ao elogiar Santana, destacou as divergências internas do governo sobre a criação da carteira docente. A ministra da Gestão, Esther Dweck, expressou preocupações sobre possíveis atrasos na implementação da nova carteira de identidade nacional. Para evitar conflitos, Santana reassumiu seu mandato no Senado e articulou a aprovação do projeto, que agora está em fase de produção.
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