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Marinha mexicana enfrenta escândalo de corrupção e roubo de combustível

Quatorze pessoas, incluindo militares e empresários, foram presas em operação contra contrabando de combustível no México.

Elementos da Secretaria de Marina protegem o buque ARM Reformador (Foto: Reprodução)
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  • Uma rede de contrabando de combustível foi desmantelada no México, resultando na prisão de 14 pessoas, incluindo militares e empresários.
  • A operação ocorreu no dia 15 de outubro de 2023 e foi liderada pelos irmãos Manuel Roberto e Fernando Farías Laguna, que têm vínculos com a Secretaria de Marina.
  • As investigações da Fiscalía General de la República indicam que a rede operava desde 2024, utilizando aduanas para contrabando de hidrocarbonetos.
  • Entre os detidos estão Héctor Portales Ávila, Anuar González Hemadi e José N., todos associados à empresa Mefra Fletes, que transportava combustível disfarçado.
  • O esquema envolvia o transporte de 10 milhões de litros de diesel e levantou preocupações sobre a corrupção nas aduanas e a supervisão da Secretaria de Marina.

Desmantelamento de rede de contrabando no México envolve militares e empresários

Uma rede de contrabando de combustível foi desmantelada no México, resultando na prisão de 14 pessoas, incluindo militares e empresários. A operação, que ocorreu no último domingo, 15 de outubro de 2023, foi liderada pelos irmãos Manuel Roberto e Fernando Farías Laguna, que têm laços com a Secretaria de Marina.

As investigações da Fiscalia General de la República revelaram que a rede operava desde 2024, utilizando aduanas para contrabando de hidrocarbonetos. Os irmãos Farías Laguna, militares de alto escalão, são acusados de manipular nomeações dentro da marinha para garantir que aliados ocupassem posições estratégicas nas aduanas. Além das prisões, novas ordens de captura foram emitidas contra outros empresários associados à empresa Mefra Fletes, que transportava combustível.

Entre os detidos estão Héctor Portales Ávila, Anuar González Hemadi e José N., todos vinculados à Mefra Fletes. A investigação também apura a participação de Roberto Blanco Cantú, suposto proprietário da empresa, e seus irmãos, que têm conexões com o crime organizado. O esquema envolvia o transporte de 10 milhões de litros de diesel, disfarçados como aditivos para lubrificantes.

A corrupção nas aduanas e o envolvimento de militares levantam questões sobre a supervisão da Secretaria de Marina. O capitão Miguel Ángel Solano Ruíz, um dos principais envolvidos, acumulou uma fortuna em cinco anos, gastando cerca de 60 milhões de pesos em jogos de azar. O testemunho de um capitão, conhecido como Santo, foi crucial para a investigação, revelando um esquema de subornos e manipulação de documentos.

A operação de desmantelamento da rede é um dos maiores esforços do governo para combater a corrupção nas aduanas e o contrabando de combustível, um problema que afeta a segurança e a economia do país. A presidenta Claudia Sheinbaum e outras autoridades têm enfatizado a importância de investigar a corrupção nas instituições públicas, especialmente após as detenções dos irmãos Farías Laguna.

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